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Sociedade

Dignidade para a Infância avança no combate ao trabalho infantil e amplia oportunidades em 2026

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Projeto amplia ações de proteção e abre inscrições para formações em 2026 no Norte e Nordeste

FOTO: Divulgação

O Projeto Dignidade para a Infância, realizado pela Associação O Pequeno Nazareno em parceria com a Petrobras, por meio do programa socioambiental, completa seu primeiro ano de atuação fortalecendo a proteção integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa enfrenta diretamente o trabalho infantil e outras violações de direitos que atingem também jovens, mães e mulheres, especialmente em contextos marcados pela violência e pela exclusão social, promovendo ações que devolvem dignidade, cuidado e novas perspectivas à infância.

Durante esse primeiro ano, o projeto desenvolveu ações educativas e comunitárias, como atividades de conscientização, limpezas de praias e rios, formações para o mundo do trabalho, além de grupos terapêuticos e grupos focais.

As atividades alcançaram diversas comunidades periféricas e contaram com a atuação de equipes multidisciplinares das filiais de Areia Branca e Guamaré (RN), Belém (PA), Carauari, Coari e Manaus (AM), Fortaleza (CE), nas unidades do Centro e do Vicente Pinzon, Maranguape, Paracuru e São Gonçalo do Amarante (CE), São Luís (MA) e Oiapoque (AP), garantindo uma presença territorial ampla e articulada.

“Quando investimos na proteção da infância, estamos rompendo ciclos históricos de violência e exclusão. O Projeto Dignidade para a Infância nasce do compromisso de garantir que crianças e adolescentes tenham seus direitos respeitados, com acesso à educação, cuidado e oportunidades reais de desenvolvimento. Abrir novas formações em 2026 é fortalecer caminhos para que nenhuma criança precise trabalhar quando deveria apenas viver a sua infância”, afirma Manoel Torquato, coordenador da Associação O Pequeno Nazareno.

Com duração de três anos, o Dignidade para a Infância tem como objetivo central assegurar direitos por meio de ações formativas, acompanhamento psicossocial e apoio às famílias, enfrentando as causas estruturais do trabalho infantil. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que, em 2024, cerca de 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no Brasil, sendo o Nordeste a região com maior concentração, com mais de 547 mil casos.

Em nível nacional, aproximadamente 560 mil crianças e adolescentes estavam envolvidos em atividades incluídas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, evidenciando a urgência de iniciativas que garantam uma infância segura e protegida.

Mesmo com a proibição expressa na Constituição Federal, que estabelece a idade mínima de 16 anos para o trabalho, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos, o trabalho infantil ainda persiste como uma realidade, sobretudo em períodos de grandes eventos e aumento da informalidade.

Diante desse cenário, o projeto reafirma seu compromisso e anuncia a abertura das inscrições para as formações de 2026, ampliando o acesso a capacitações e ações educativas voltadas à prevenção do trabalho infantil e à promoção de direitos, fortalecendo redes de proteção e criando caminhos para que crianças e adolescentes possam exercer plenamente o direito de viver a infância.

Sobre a Associação Beneficente O Pequeno Nazareno

Fundada em 1993, por Bernardo Rosemeyer, a Associação Beneficente O Pequeno Nazareno é reconhecida nacionalmente pelo atendimento integral a crianças e adolescentes em situação de rua, bem como a suas famílias e comunidades de deslocados internos localizadas em municípios do Norte e do Nordeste do Brasil. Sem fins lucrativos, a instituição dedica-se à promoção da dignidade, justiça e inclusão social, enfrentando preconceitos e influenciando políticas públicas para a transformação da sociedade.

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