Sociedade
De aluno a professor: conheça a história do potiguar que retornou à sala de aula para contribuir com a formação de uma nova geração de médicos
Comemorando os 20 anos do curso de Medicina da UnP, Rodrigo César recorda inspirações e acompanha mudanças na formação médica

FOTO: Divulgação
Antes de ensinar, Rodrigo César foi aluno. Antes de ocupar a frente de uma sala de aula, esteve sentado entre os estudantes, acompanhando aulas, participando de atividades práticas e construindo, aos poucos, a carreira que havia escolhido para si.
Em 2026, quase uma década depois de se formar em Medicina pela Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, o potiguar voltou à instituição, mas desta vez em uma posição diferente: a de professor. E o retorno aconteceu em um momento simbólico: o curso de Medicina da UnP completa 20 anos de trajetória no Rio Grande do Norte.
Egresso da sétima turma, o caicoense agora experiencia a universidade a partir de uma nova perspectiva: diante dos alunos, para compartilhar o que acumulou ao longo dos anos. Ele é um dos médicos formados pela UnP que retornaram como docentes, e agora, ao lado dos colegas, vê jovens começando a percorrer um caminho semelhante ao que trilhou. “Eu me formei em 2015. De lá para cá, houve uma grande mudança curricular, mas é um prazer poder vivenciar isso e transmitir o que sei para esses futuros profissionais”, afirma.
Hoje, Rodrigo é cirurgião pediátrico, mas a história com a área médica começou antes mesmo de ingressar na UnP. A escolha pela profissão veio da vontade de trabalhar diretamente com pessoas, mas também da possibilidade de construir uma carreira com diferentes caminhos.
A inspiração
Durante a graduação, a sala de aula começou a ser vista pelo médico como uma possibilidade para o futuro profissional. Alguns professores se tornaram referências não apenas pelo conhecimento que transmitiam, mas pela forma como conseguiam despertar nos estudantes o interesse por aprender. A excelência fez nascer a vontade de, um dia, ocupar o mesmo lugar. “Quero inspirar, assim como fui inspirado por alguns professores”, compartilha.
Como docente, encontra uma realidade distinta daquela que conheceu quando era estudante. Entre as mudanças que mais chamam sua atenção está o espaço cada vez maior ocupado pela simulação na formação dos futuros médicos. Em ambientes controlados, os estudantes podem treinar procedimentos e vivenciar situações clínicas antes de enfrentá-las no atendimento a pacientes.
As metodologias de ensino também evoluíram e os alunos passaram a assumir uma participação maior no processo de aprendizagem. Para o profissional, isso também transformou a função de quem está à frente da turma. “Com o ensino ativo, o professor deixa de ser o retentor do conhecimento. Hoje, vejo que nosso papel como docente é orientar, estimular a busca pelo conhecimento e ajudar o estudante a desenvolver autonomia”, explica.
Na prática, isso significa que o educador não precisa ter todas as respostas prontas. Deve, sobretudo, ajudar o estudante a encontrar caminhos para chegar até elas. Esse é um desafio ainda maior em uma área como a Medicina, em que a quantidade de informações disponíveis cresce continuamente. Na avaliação do docente, “o estudante precisa aprender não apenas a buscar conhecimento, mas também a identificar o que é relevante, avaliar as informações e saber como aplicá-las”.
O reencontro
Ao retornar à UnP como professor, Rodrigo tem a oportunidade de contribuir novamente para a história da instituição. Além de dividir os aprendizados adquiridos no decorrer da carreira, ele pretende replicar os exemplos partilhados por quem o motivou a seguir, cativando mais estudantes à missão. De modo que, regressar nesse momento de celebração dos 20 anos do curso é motivo de orgulho e renovação do propósito.
“É ver um grande projeto caminhando e melhorando a cada passo, expandindo e atuando em diversos cenários. É como ter um pouco de cada professor, técnico de laboratório e funcionário da universidade em cada ato médico que temos no Rio Grande do Norte”, conclui o docente da UnP/Inspirali.
