Economia
Início do ano é momento estratégico para reorganizar as finanças e evitar dívidas ao longo de 2026

O início do ano costuma trazer uma série de despesas adicionais, como IPTU, IPVA, matrícula escolar e compra de material didático, o que torna esse período decisivo para quem deseja reorganizar a vida financeira. Mais do que um desafio, janeiro representa uma oportunidade de recomeço, permitindo que as pessoas revisem hábitos de consumo, reestruturem o orçamento e planejem o ano com mais segurança e previsibilidade.
De acordo com o professor Kennedy Paiva, da área de Gestão e Negócios da Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, esse é um momento estratégico justamente por concentrar gastos sazonais e marcar um ponto natural de renovação financeira. “É quando conseguimos reestruturar o orçamento, revisar contratos, recalibrar provisões e projetar o fluxo de caixa anual com maior precisão”, explica.
Segundo Paiva, quem inicia o ano sem organização financeira tende a enfrentar dificuldades logo nos primeiros meses. “Entrar em janeiro sem provisões para gastos previsíveis, misturar despesas fixas e variáveis, recorrer ao crédito rotativo ou ao cheque especial e não ter visibilidade das dívidas e das metas financeiras são erros comuns e que pesam no orçamento”, alerta.
Para enfrentar os custos típicos de janeiro sem comprometer as finanças, o planejamento antecipado é fundamental. O professor destaca que criar reservas mensais ao longo do ano e organizar um calendário anual de despesas são estratégias eficazes. “Sempre que possível, priorizar pagamentos à vista ajuda a aproveitar descontos e reduzir despesas. Quando o planejamento começa tarde, o ideal é reduzir o consumo discricionário e utilizar apenas uma reserva de oportunidade, nunca a reserva de emergência”, orienta.
A adoção de hábitos financeiros simples logo no começo do ano também pode gerar impactos positivos ao longo dos meses. “Revisar o orçamento mensal por centros de custo, automatizar investimentos e registrar os gastos em tempo real ajudam a manter o controle financeiro”, afirma.
Para quem já inicia o ano endividado, o período exige ainda mais atenção. A recomendação do especialista é listar todas as dívidas existentes e organizá-las conforme o custo, priorizando aquelas com juros mais elevados. “É importante analisar alternativas como portabilidade, refinanciamento ou consolidação das dívidas, desde que essas opções reduzam o custo total e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa”, pontua.
A renegociação, segundo ele, deve ser buscada quando há risco de inadimplência nos próximos 60 a 90 dias. “Nesse processo, é essencial comparar o contrato atual com o novo, evitar alongamentos excessivos, recusar vendas casadas, exigir tudo por escrito e verificar o impacto no score de crédito”, ressalta.
Com o orçamento anual organizado, o início do ano também se mostra um momento oportuno para começar a investir. “Esse é um período ideal porque permite definir a capacidade de investimento, estabelecer metas claras e iniciar um ciclo de disciplina financeira. Para quem nunca investiu, Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária de bancos sólidos, fundos de investimento com taxas mais baixas e a poupança, apenas como uma conta de transição, e não como investimento de longo prazo, são algumas opções”, destaca o professor.
