Sociedade
Férias com pets: número de animais viajando pelo Brasil cresce nesse período
Veterinária alerta para regras de transporte, documentação obrigatória e cuidados essenciais para garantir segurança e bem-estar dos animais durante o passeio

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) apontam que o Brasil é o segundo maior mercado pet do mundo, com cerca de 150 milhões de animais domésticos. Além disso, o país também se destaca pela alta circulação de cães e gatos durante o período de férias, com mais de 20 milhões de pets viajando anualmente pelo país acompanhando seus tutores.
Diante desse cenário, a médica-veterinária Priscilla Cardin de Oliveira, professora do curso de Medicina Veterinária da Estácio, alerta para a importância de orientações adequadas a fim de garantir segurança, bem-estar e tranquilidade para toda a família, incluindo os animais de estimação.
De acordo com Priscilla, cada meio de transporte possui regras específicas para o deslocamento de animais: o tráfego aéreo, por exemplo, exige cuidados especiais e atenção redobrada aos detalhes exigidos pelas empresas.
“É importante que o tutor busque orientação sobre o passo a passo, evitando erros e o risco de ter a sua viagem barrada no momento do embarque. A orientação é atender a essas regras com antecedência, pois cada país e companhia aérea possui sua regulamentação própria”, destaca.
As orientações também valem para a viagem de carro ou ônibus. “De modo geral, os pets devem ser acomodados em caixas de transporte adequadas, especialmente no caso de animais de pequeno e médio porte. Esse equipamento precisa permitir que o animal fique em pé e consiga girar completamente dentro da caixa, além de ser bem ventilado e possibilitar que o tutor acompanhe o pet durante o trajeto”, esclarece.
Documentação e vacinas em dia
A especialista alerta também sobre a importância de manter a documentação do pet em dia. “A carteirinha de vacinação deve estar atualizada, com a vacina antirrábica obrigatória e, preferencialmente, a vacina múltipla. Além disso, é exigido o atestado sanitário emitido por um médico-veterinário após avaliação clínica, que confirma que o pet está saudável, livre de doenças infectocontagiosas, pulgas e carrapatos, e, portanto, apto a viajar”, reforça Priscilla.
Ao falar sobre transporte em veículo próprio, a professora é categórica. Ela reforça que, neste caso, o animal também deve estar dentro de uma caixa de transporte ou preso ao cinto de segurança específico para pets. “O cinto deve estar preso em uma coleira peitoral, nunca na coleira de pescoço, porque em caso de freada brusca, a coleira de pescoço pode causar um trauma sério,” aconselha.
A profissional orienta ainda que o tutor aproveite a consulta veterinária para tirar dúvidas sobre enjoo, agitação e vômitos, caso o animal costume passar mal em viagens. “Viajar com os nossos pets é maravilhoso. Com organização, documentação em dia e os cuidados necessários, você garante uma viagem tranquila, segura e muito mais feliz para todo mundo”, encerra.
