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Cultura

Última parada: um romance algodão doce

Um resumo crítico do novo romance da escritora best-seller Casey McQuiston

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Última Parada é um romance voltado para jovens e adolescentes escrito pela americana Casey McQuiston publicado no Brasil em janeiro deste ano pela Editora Seguinte.

A obra começa a partir do momento em que August, uma jovem de 23 anos natural de New Orleans, chega a Nova York. Entre os compromissos com a faculdade, a busca por um lugar para morar e o novo trabalho (uma casa de panquecas), ela conhece Jane. A garota misteriosa de descendência asiática ganha a atenção de August já no primeiro contato.

Contudo, elas enfrentam alguns contratempos para conseguirem ficar juntas e é aí que acontece todo o desenvolver da história, tanto da própria August consigo mesmo, quanto entre ela e Jane, que precisa redescobrir quem é.

De forma doce e suave tal qual um algodão doce, é impossível não torcer pelas garotas no decorrer das mais de 470 páginas.

Além do desenvolvimento da relação entre as garotas, o livro conta com personagens ricos e faz-nos sentir na cidade conhecida como centro comercial do mundo. Um grupo de drags queen, um médium, uma engenheira metida a artista, um cara que largou a faculdade de arquitetura para ser tatuador. Se isso não é o puro suco da diversidade nova-iorquina, eu não sei qual é.

Em segundo plano são trabalhados assuntos como o relacionamento entre uma filha e uma mãe cheia de obsessões e as marcas que isso deixa, os protestos queers da década de 1970, entre outros assuntos, que apesar de ficarem à margem do enredo principal não deixam de ser bem trabalhados.

A narrativa é tão leve que faz nos sentir exatamente como a personagem principal em dado momento: tomando sorvete de algodão doce. O livro tem um narrador o que me deixou um pouco aflita, gostaria de ter apreciado o ponto de vista de ambas as personagens em primeira pessoa. Por não ter esses relatos por parte de Jane a nossa imaginação é levada para longe, o que instiga a curiosidade. Contudo, acredito que se houvesse a narração em primeira pessoa poderíamos ir longe no que diz respeito ao despertar de sentimentos, como aconteceu no único momento em que a asiática finalmente deixa a sua parede de autodefesa humorística de lado.

Apesar disso, não poderia terminar este texto deixando de indicar a leitura. Leve, suave, doce, cheia de odores, sabores e sentimentos. Se você está de ressaca literária, não há romance indicado para maiores de 16 anos do que esse, confie no que estou dizendo.

Sobre a autora
Casey McQuiston estudou jornalismo e trabalhou em revistas por anos, até retornar ao seu primeiro amor: comédias românticas alegres, excêntricas e escapistas. Hoje vive em Nova York com sua poodle Pepper. Vermelho, branco e sangue azul, seu primeiro romance, é um best-seller mundial.

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