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ATLETAS POTIGUARES VÃO REPRESENTAR O BRASIL EM COMPETIÇÕES DE ORIENTAÇÃO NO EXTERIOR

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Orientistas potiguares vão representar o Brasil em duas competições no exterior. O já experiente, Joacy Dantas de Araújo, que vai competir no World Games 2022 nos EUA e Luiz Felipe Peixoto Pennafort, de apenas 15 anos, que já participa dos Jogos Escolares de Verão ou Gymnasiades, entre os dias 14 e 22 de maio. O evento será na região da Normandia, localizada na França. 

“Trabalhei minha preparação física com meu treinador, que é meu pai, e participando de treinos e competições de Trekking, modalidade que se assemelha à Orientação por também correr na natureza, com auxílio de mapa e bússola.  Também liderei dois importantes campeonatos de Orientação, CiPOr (Circuito Potiguar de Orientação) e CPO (Campeonato Paraibano de Orientação), que também ajudaram no meu preparo”, explica Luiz Felipe.

Os Jogos Escolares de Verão são semelhantes aos Jogos Olímpicos. São realizados de dois em dois anos e reúnem os melhores estudantes universitários e secundários com idades entre 15 e 18 anos. O evento ainda combina eventos desportivos ligados aos valores do Olimpismo, além de um programa cultural e educativo. O jovem atleta que faz parte do Clube de Orientação Mandacaru Nordeste (COMaNE), detalha como aconteceu a classificação.

“Minha classificação ocorreu baseada no ranking nacional da Confederação Brasileira de Orientação (CBO) e vou competir na categoria U18, com estudantes nascidos em 2004, 2005 e 2006.”

No próximo mês de julho no Alabama, será a vez de Joacy levar o Brasil para o World Games 2022. Ele vai competir na modalidade de Orientação. A Equipe Nacional será composta por dois atletas masculinos e duas atletas femininas, na categoria elite. A preparação técnica e física está acontecendo no sul do país.

“Os Jogos Mundiais são um evento multiesportivo internacional organizado com o apoio do Comitê Olímpico Internacional, sendo realizado a cada 4 anos. Mais de 3.500 atletas de elite, de mais de 100 países, vão competir em 34 modalidades dos esportes que mais crescem no mundo, incluindo a Orientação. É muito satisfatório fazer parte da competição”, destaca o atleta.

Apesar dos bons resultados, os atletas afirmam que ainda é difícil conseguir incentivos para os praticantes da corrida de orientação.

“É importante destacar que graças à CBDE – Confederação Brasileira do Desporto Escolar será possível participar do evento”, revela Luiz Felipe.

Para o Diretor Técnico da FORN – Federação de Orientação do Rio Grande do Norte, Oscar Moritz, o fato de o esporte não ser olímpico dificulta as coisas.

“Apesar dos cerca de 6 mil atletas atuantes que estão cadastrados na Confederação Brasileira de Orientação – CBO, a corrida de orientação não está entre os esportes mais reconhecidos. Como ainda não é um esporte olímpico, os patrocínios são escassos. A gente espera que com essa ida dos atletas para essas competições internacionais, o esporte tenha maior visibilidade e que possam aparecer outros incentivos e apoio”, afirma Moritz. 

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