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Sociedade

Capacitismo: saiba o que é!

Publicado

Créditos: freepik/ Juliana Vitoria/Reprodução
  • O que é?

Quando você pensa em pessoas com deficiência(PCD) qual a primeira coisa que vem à sua cabeça? que elas precisam “superar” suas deficiências a todo momento? que essas pessoas dependem de outras pessoas? ou que essas pessoas estão apenas seguindo a vida delas como eu e você? Se isso fosse um questionário, dificilmente a última opção seria marcada. Isso porque a nossa sociedade ainda é muito capacitista. Mas você sabe o que essa palavra quer dizer?

O termo “capacitismo” vem da tradução do inglês “Ableism”, que significa destratar ou ofender uma pessoa por sua deficiência. A expressão surge como uma forma de classificar o preconceito contra pessoas com deficiência, está associado com a ideia de um padrão corporal a ser seguido. Em suma, é o entendimento de que pessoas com deficiência são incapazes, anormais ou até inferiores por não seguirem o padrão estabelecido.

“Eu costumo dizer que o capacitismo nada mais é do que o irmão do racismo, da LGBTfobia, do machismo… é uma grande família de parentes. Sendo que esse parente específico é voltado para o preconceito e a discriminação contra as pessoas com deficiência. E ele vai muito além da violência física, vai como negação de oportunidades, apagamento da representatividade dessas pessoas…” explica o influencer PCD Ivan Baron para o Elo Jornal.

Ivan Baron com sua bengala. Crédito: Instagram @ivanbaronn

O influenciador da inclusão, Ivan Baron é Natalense, tem 23 anos e somando suas redes sociais tem mais de 200 mil seguidores. Começou suas primeiras postagens na luta contra o capacitismo em 2017 e no ano seguinte já vinha se tornando referência com seu conteúdo informativo. O influenciador ensina sobre inclusão e como não ser capacitista e ele fazia tudo sozinho: roteiro, gravação e edição. Atualmente ele conta com o apoio dos amigos, Thabatta Pimenta (1ª Mulher Trans eleita Vereadora do RN) e seu irmão Ryan, que assim como Ivan é PCD, sempre com muita informação e bom humor.

Formas do capacitismo:

Assim como o racismo, machismo e outras formas de preconceito, o capacitismo se manifesta de várias formas. Algumas delas são:

  • A sociedade cria uma ilusão de que PCDs são anjos inocentes que não sentem sentimentos normais como raiva, tristeza e frustração. 
  • Tratar a pessoa com deficiência como herói apenas por fazer suas atividades cotidianas. Claro que PCDs podem ser pessoas maravilhosas que fizeram coisas brilhantes, como por exemplo Stephen Hawking. Mas não é por que uma PCD abriu um pote que ela é um ser humano brilhante que está se superando a todo momento, ele apenas abriu um pote.
  • Falar frases ou fazer piadas de teor depreciativo como “Dar uma de João sem braço” ou “Eu tenho dois braços e duas pernas e não consigo fazer o mesmo!” 

O influenciador digital Ivan Baron ainda citou o capacitismo médico “quando associam minha deficiência à doença e precisasse de cura e a todo momento eu precisaria estar procurando tratamento e ‘melhorias’ para eu me adequar a esse padrão”.

  • Capacitismo estrutural:

Acontece quando uma pessoa com deficiência se depara com a negação de direitos, como por exemplo o direito de ir e vir ou de representação política. Embora o Brasil tenha mais de 45 milhões de pessoas com deficiência, essas pessoas seguem longe dos espaços de debates, veículos de comunicação e de decisões dentro da sociedade.

A estrutura capacitista induz as pessoas com deficiência a não acreditarem em si, quando na verdade, o capacitismo estrutural é o responsável por colocar todas as barreiras na vida dessas pessoas. As PCDs já iniciaram a vida acadêmica encontrando escolas e profissionais da educação despreparados para receber crianças com deficiência. Por conta disso, apenas 0.45% dos estudantes universitários brasileiros são PCDs segundo o Censo da Educação Superior de 2016.

Essa estrutura capacitista reflete, consequentemente, no mercado de trabalho. Além de lidar com a dificuldade de conseguir um diploma, essas pessoas têm que passar por desconfianças da capacidade física e intelectual e também por espaços despreparados para a diversidade.

  • 5 frases capacitistas para ELIMINAR do vocabulário:
  1. Nossa, você é retardado?
  2. Que mancada!
  3. O pior cego é aquele que não quer ver.
  4. Você é especial!
  5. Seu mongol!

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