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Economia

Integração entre a aquicultura e a agricultura amplia produção em até 30%

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Segundo especialistas, a associação entre os dois tipos de culturas aumenta a produtividade e ainda reduz gastos com defensivos agrícolas. A integração desses sistemas está em demonstração na Agência Sebrae Festa do Boi

Foto: Marco Polo Veras

Produtores de pelo menos quatro municípios do Rio Grande do Norte – Lagoa Nova, Macaíba, São José de Mipibu e São Gonçalo do Amarante – estão apostando na associação entre dois sistemas de produção integrada para obter melhor produtividade e um baixo custo de manejo. Trata-se da integração de sistemas de produção de espécies da aquicultura com o da horticultura ou fruticultura irrigada, e os resultados são bastante animadores. De acordo com especialistas, essa associação pode gerar um ganho de produtividade da ordem de 20% a 30%, além de redução de custos com adubação e defensivos químicos usados na lavoura.

O funcionamento desse tipo de integração poderá ser observado durante a 59ª Festa do Boi. O espaço do Sebrae montado no evento – a Agência Sebrae Festa do Boi – está com uma unidade de demonstração com dois modelos de integração de sistemas produtivos. Um deles é a associação entre a criação de tilápias com horticultura irrigada. Com um tanque escavado, o sistema permite a criação de até mil peixes da espécie e o manejo do tanque passa pela utilização das águas residuais, que são ricas em nitrogênio, fósforo e matéria orgânica, na irrigação da horticultura.

Foto: Marco Polo Veras

“Nosso propósito é mostrar para os visitantes que, mesmo em uma pequena propriedade, é possível adotar esse modelo e ter ganhos maiores, juntando a criação de espécies aquáticas com a agricultura irrigada”, explica o analista técnico do Sebrae-RN Marcelo Medeiros, que está responsável pela unidade demonstrativa.

A vantagem é que, com esse modelo de produção, a própria manutenção do tanque escavado já serve para irrigar, fertilizar a terra e proteger as plantas cultivadas contra alguns tipos de patologias e pragas. O engenheiro agrônomo, Raul José Franco, que é consultor credenciado do Sebrae, garante que a interligação proporciona um aumento entre 20% e 30% na produção dos dois produtos cultivados e gera economia no processo produtivo, já que o produtor não terá gastos com fertilizantes e ainda resolve um problema ambiental.

A utilização das águas servidas dos tanques, onde se acumula no sedimento uma enorme quantidade de matéria orgânica, oriunda de ração e fezes dos peixes, elimina o acúmulo de compostos nitrogenados (amônio e amônia) na água do tanque, sobretudo a amônia não ionizada, que é prejudicial aos organismos aquáticos.

“Em Lagoa Nova, estamos obtendo bons resultados no reuso das águas dos tanques para o cultivo do maracujá, que é uma espécie muito suscetível a doenças e pragas”, exemplifica o agrônomo.        

O outro modelo é o associado entre a criação de camarão em tanque elevado e a horticultura. A unidade de demonstração montada na área externa do espaço do Sebrae foi para produção adensada de camarão, que pode garantir a extração após três meses de cultivo. Por ser elevado e com alta densidade de animais por centímetro cúbico, a estruturação desse tanque requer maior cuidado técnico, sendo essencial os ‘respiradores’, que servem para oxigenar a água do tanque.

Os interessados poderão visitar a Agência Sebrae Festa do Boi diariamente e conhecer de perto os dois sistemas. A unidade conta com um especialista para dirimir qualquer dúvida e fornecer orientações técnica. O espaço funciona das 14h às 22h, no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, região metropolitana de Natal.

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