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Saúde

Avanços da ciência no combate ao câncer de pulmão

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O câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil e com alta taxa de mortalidade

Foto: Banco de imagens – Stock photo

A ciência tem evoluído cada vez mais nas formas de diagnósticos e nos tratamentos dos casos oncológicos, gerando novas perspectivas no combate ao câncer. Dentre eles, o câncer de pulmão que, mediante o avanço científico e tecnológico das terapias, proporciona mais qualidade de vida.

De acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer, o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil (à exceção do câncer de pele não melanoma); e o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade. Sendo o consumo do tabaco e a exposição passiva os maiores fatores de risco. E a taxa de sobrevida relativa em cinco anos para essa doença é de 18% (15% para homens e 21% para mulheres).

diagnóstico precoce dos tumores é um aliado importante para o combate da doença, com indicação de rastreamento feito por meio de tomografia do tórax de baixa dose, a cada dois anos, a ser realizado nas pessoas assintomáticas a partir dos 55 anos e tabagistas. A oncologista, Dra. Danielli Matias (CRM 4796|RQE 1566), da Clínica de Oncologia e Mastologia de Natal, explica que com essas medidas consegue-se reduzir a mortalidade de câncer de pulmão, que ainda é muito alta, e também lembra que “a prevenção primária é principalmente baseada na cessação do tabagismo, esse, responsável por 85% dos casos de câncer de pulmão”.

adenocarcinoma é o tipo mais comum de câncer de pulmão, podendo estar relacionado em cerca de 20% a alterações moleculares – o que justifica a presença da doença em pacientes que nunca fumaram -. “Os outros subtipos são o carcinoma espinocular e o subtipo de pequenas células, geralmente mais agressivos e totalmente relacionados ao fumo”, relata a doutora.

identificação prévia de tumores, a imunoterapia, os novos medicamentos e marcadores moleculares, e a cirurgia minimamente invasiva são possibilidades de tratamento contra a doença que, com os passar dos anos, têm se melhorado e proporcionado menos desconforto e mais qualidade de vida aos pacientes. “Quando se detecta uma massa ou nódulo pulmonar é realizado uma biópsia para a confirmação anatomopatológica do subtipo histológico tumoral, e a partir daí direcionar o tratamento”, esclarece a Dra. Danielli.

Tratamento esse que requer uma equipe multidisciplinar, devido sua complexidade e por envolver várias áreas de atuação. Oncologia clínica e paliativa, cirurgia torácica, radiologia, radioterapia, medicina intervencionista, nutrição e psicologia fazem parte da equipe para um melhor resultado, tanto em fase inicial quanto em estágios mais avançados. E tudo focado no estadiamento do tumor e no bem-estar do paciente.

“Graças aos avanços na pesquisa clínica sobre tratamento do câncer de pulmão, atualmente, a quimioterapia citotóxica – aquela velha conhecida causadora de tantos efeitos colaterais – não é mais o único meio para o oncologista clínico. Podemos contar também com o advento das drogas alvo direcionadas para determinadas alterações moleculares, tratando o tumor na sua causa com mais eficácia e menos efeitos colaterais. Essas medicações, inclusive, já podem ser usadas após a cirurgia na prevenção das recidivas da doença”, comenta Dra. Danielli e acrescenta ainda que existe também a opção da imunoterapia, ao qual ativa o sistema imune do paciente na identificação das células malignas e no combate delas – e com efeitos colaterais mais suportáveis.

O INCA (2020) estima 30.200 novos casos de câncer de pulmão e, essas novas perspectivas no enfrentamento da doença, são um alento para os pacientes.

Cerca de 30% dos casos poderiam ser evitados com a prática de estilo de vida mais saudável; evitando o tabagismo ativo e passivo, a exposição a alguns agentes químicos, o consumo de álcool, sedentarismo, obesidade, alimentação rica em gordura animal, etc.

Alerta

Pacientes de câncer de pulmão requerem cuidados redobrados com a exposição ao Coronavírus. Devido a vulnerabilidade, são imunocomprometidos e sem proteção que impeça o agravamento da enfermidade. Busque esclarecimento junto ao médico responsável pelo seu tratamento, proteja-se e mantenha as consultas e os exames em dia!

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