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Meio Ambiente

Desmatamento: Amazônia tem a 2ª pior temporada em cinco anos

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Área desmatada equivale mais de cinco vezes o tamanho da cidade de São Paulo

Foto: Greenpeace

A temporada monitorada pelo Inpe vai de agosto de um ano até julho do outro ano, o acompanhamento é feito nesse período para que seja possível acompanhar as variações do clima. Na temporada entre 2020 a 2021, o acumulado de alertas foi de 8.712 km² o que representa uma redução de 5% do desmatamento em relação ao ano anterior. Entretanto, os números continuam altos, a área equivale a mais de cinco vezes o tamanho da cidade de São Paulo, segundo especialistas. No período anterior, entre agosto de 2019 e julho de 2020, esse número tinha ficado em 9.216 km².

“Os três recordes da série foram batidos no governo Bolsonaro, no qual os alertas são 69,8% maiores que a média dos anos anteriores. O resultado indica que o desmatamento anual deverá, pela terceira vez, ficar próximo de 10 mil km², o que não ocorria desde 2008″, alerta o Observatório do Clima.

Na segunda-feira (2), o vice-presidente Hamilton Mourão já havia admitido que o governo federal não conseguiria bater a meta de redução do desmatamento, o objetivo era de 10% nesta temporada. O General ainda acrescentou, “É uma diminuição muito pequena e irrisória, mas já é um caminho andado”.

Estados com maiores índices de desmatamento

Com 498 km², o Pará foi o estado com a maior área da Amazônia Legal sob alerta de desmatamento em julho, também foi o estado com mais alertas. Em segundo lugar veio o Amazonas, com 401 km². Depois Rondônia, com 222 km², e Acre, com 152 km². Em seguida do Mato Grosso com 118 km² sob alerta, o Maranhão, 21 km², Roraima, 1 km², e o Tocantins, 1 km². 

Ranking dos estados com maiores desmatamentos na temporada:

1º Pará – 3.448,74 km²

2º Amazonas – 1.692,78 km²

3º Rondônia – 1.313,75 km²

4º Acre – 489,94 km²

5º Mato Grosso – 1.474,71 km²

6º Maranhão – 118,21 km²

7º Roraima – 162 km²

8º Tocantins – 8,91 km²

Ações do governo caminham em direção contrária à proteção ambiental:

Na última terça-feira (3), a Câmara dos Deputados aprovou, com 296 votos, o texto base do PL 2.633 de 2020, a chamada PL da Grilagem de terras. O texto propõe anistiar invasões de terras oficializando as propriedades que foram tomadas, isso significa a privatização de áreas públicas e indígenas. 

Esse projeto significa o incentivo à continuidade das ocupações ilegais e o aumento do desmatamento. Por consequência elevando a emissão de gases na atmosfera intensificando o efeito estufa.

Para o Observatório do Clima, faltam políticas de controle do desmatamento. “O plano de controle do desmatamento criado em 2004 foi abandonado”, alerta a organização.

“A ‘foice no Ibama’ ordenada por Bolsonaro no começo de seu mandato derrubou pela metade as multas por crimes contra a flora na Amazônia em relação a 2018, último ano antes do início da atual gestão. O governo ainda paralisou o fundo Amazônia e travou a cobrança de multas ambientais do país. O novo ministro, Joaquim Leite, até agora não tomou nenhuma medida que contrarie as políticas de seu antecessor”, reforça o Observatório do Clima.

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