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Saúde

Aumentam reclamações de dores no corpo durante a pandemia

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Mais de um ano depois do surgimento da Covid-19, o corpo da população tem dado sinais decorrentes dos diversos problemas acarretados com a pandemia. Não apenas pelas consequências provocadas pela infecção do novo coronavírus, mas também devido ao isolamento social e tudo o que o envolve, como o home office improvisado, a diminuição de atividades físicas diárias, e ainda reformas e faxinas mais intensas.

De acordo com pesquisa da Fiocruz, 41% da população brasileira sente dor na coluna. Este percentual antes da pandemia era de 18,5%. Um terço dos entrevistados também declarou piora em dores já existentes antes do isolamento.

“Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) a dor lombar foi considerada o principal agente incapacitante no mundo em 2020. Atualmente, mais de 80% da população mundial já teve o sintoma, também chamado de lombalgia”, informa a fisioterapeuta Gerlane Cristina.

Fisioterapeuta Gerlane Cristina | Foto: Divulgação

A situação continua grave no ano de 2021. De tal forma que a Associação Internacional para o Estudo da Dor elegeu a dor na coluna como o tema deste ano de 2021.

Outro indicativo desse problema coletivo vem da internet. Segundo dados do Google, a procura pelo termo “dor de cabeça” aumentou em 33% entre 15 de março e 20 de junho de 2020, comparado ao mesmo período no ano anterior. Já a busca pela frase “dor nas costas” cresceu em 22%.

O motivo pode ser visualizado nos hábitos diários que foram modificados e suas consequências: aumento de peso, diminuição da prática de exercícios, ambientes de trabalho em casa com estrutura não adequada, má postura, sedentarismo, adoção de atividades não habituais, como reformas e faxinas mais intensas, além do estresse e ansiedade, que também podem apresentar sintomas físicos.

Não é à toa que dores nas costas e na lombar acabam sendo elevadas em um cenário como esse, e até mesmo inflamações como tendinites e bursites podem aparecer. Para tentar combater isso, o que fazer? Para a fisioterapeuta, o primeiro passo é revisar a rotina diária e os equipamentos que são utilizados.

Movimentar o corpo é uma das principais ações. O ideal, como sugere a especialista, é a realização de exercícios físicos no mínimo 30 minutos por dia, podendo ser divididos ao longo do dia, em duas caminhadas de 15 minutos, por exemplo.

Caso a pessoa esteja em home office, é importante ter um tempo de descanso para o corpo. O ideal, segundo a fisioterapeuta, é uma pausa de 5 a 10 minutos a cada hora do trabalho. Neste tempo, é indicado andar pela casa, fazer alongamento, ir ao banheiro.

Outra orientação é ter atenção à postura. “A pessoa deve trabalhar sentada em uma cadeira confortável que permita o toque dos pés no chão e, de preferência, com apoio para os braços. Nada de trabalhar com o notebook na cama ou no sofá. Pode parecer confortável, mas com o tempo o corpo vai reclamar”, alerta.

Gerlane também chama atenção para o fato de que estar mais tempo em casa não é motivo para a falta de atividade física. “Existem exercícios simples, sem o uso de equipamentos, que podem ser executados em casa com a ajuda de aplicativos ou vídeos. Alguns profissionais também estão realizando atendimentos virtuais, o que pode facilitar a prática”, orienta. Caso os sintomas permaneçam, o indicado é buscar uma orientação médica.

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