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Política

Influência das Fake News na política

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Nos anos de eleições, as Fake News são arduamente usadas para espalhar boatos sobre candidatos políticos nas redes sociais

Imagem | Reprodução Internet

De acordo com uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) em 2018, as fake news se espalham 70% mais rápido que as notícias verdadeiras, atingindo uma quantidade maior de pessoas. Um exemplo disso aconteceu no período eleitoral de 2018 no Brasil, no qual os grupos pró-Bolsonaro foram acusados de espalhar notícias em massa por meio do aplicativo WhatsApp.

Na época, o Jornal El País se inscreveu em três grupos públicos de WhatsApp dos eleitores do presidenciável do PSL, Jair Messias Bolsonaro. Nos grupos, havia uma média de 1.000 mensagens diárias, nas quais, segundo relatos dos participantes do Jornal El País, em dois deles existia a presença de fake news bem mais evidente, apesar de todos os grupos possuírem o mesmo discurso: usar a plataforma de mensagens para massificar recados e combater a “grande mídia tendenciosa”.

O Twitter é outra rede social que acabou contribuindo para disseminar as fake news feitas por políticos durante o período eleitoral. Em 2019, o CEO da rede social, Jack Dorsey, postou em seu perfil que baniria as manifestações políticas na plataforma. “Nós tomamos a decisão de barrar, globalmente, toda propaganda política no Twitter. Acreditamos que o alcance de uma mensagem política deve ser merecido e não comprado”, disse Jack em seu perfil do Twitter.

A Netflix lançou em 2020 o filme “Rede de Ódio”, no qual podemos ver o exemplo de como as redes sociais são usadas para manipular as opiniões populares sobre política, de acordo com interesses de organizações, espalhando o ódio entre os cidadãos da “direita” e “esquerda”, pondo em risco a democracia no país. Na película, o protagonista, Tomazs Giemza, é expulso da faculdade após ter sido pego plagiando. Logo após, ele consegue um emprego em uma empresa de campanhas digitais e relações públicas que, na verdade, é uma fazenda de robôs. Eles simulam pessoas para espalhar notícias falsas e acabar com a reputação de políticos e celebridades.

Cena do filme ‘Rede de Ódio’google images

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez uma parceria com as principais redes sociais, com o intuito de combater a disseminação das fake News nas Eleições Municipais de 2020. O WhatsApp, Twitter, Instagram, Google e Tik Tok irão criar ferramentas para combater perfis falsos e o uso de robôs, que impulsionam os conteúdos ilegais. É o que afirma o presidente do TSE, ministro Barroso.

Dentre os serviços disponíveis, estará o canal onde eleitor pode denunciar, no WhatsApp da Justiça Eleitoral – (61) 9637-1078. No Facebook, uma nova ferramenta chamada “Megafone”, colocará no topo das páginas as notícias sobre as eleições.

O diretor de políticas públicas do Facebook, Murillo Laranjeira, explica outras medidas de informação. “Criamos a central do candidato, um hub de informações úteis dirigidas a todos os participantes do processo eleitoral, além de cartilhas digitais informativas”, diz Murillo.

A Justiça Eleitoral, criou uma série de vídeos que previnem e combatem a proliferação de notícias falsas. Veja um dos vídeos sobre Fake News:

A campanha “Se for fake news, não transmita” do TSE | Reprodução YouTube Justiça Eleitoral

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