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Esporte

Jogo de um time só

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Muita pressão e superioridade alvinegra, troca de camisas, dois tempos totalmente diferentes e apenas um gol, essa é a história de Coritiba e Atlético MG, o jogo em que o Galo garantiu mais três pontos no Brasileirão

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(Foto: Gabriel Machado / AGIF / Reprodução)

Na primeira etapa, o resumo da partida poderia ser feito com os dois primeiros versos de “Samba de uma nota só”, do genial maestro Antônio Carlos Jobim:

“Eis aqui este sambinha feito numa nota só
Outras notas vão entrar, mas a base é uma só”

O primeiro tempo de Coritiba x Atlético Mineiro, no Couto Pereira, foi o jogo de um time só e com uma base só: Galo impondo pressão, pressão e mais pressão.

O Coritiba só faltou cavar trincheiras para se defender, pois durante todo o primeiro tempo, o Coxa se manteve atrás da linha da bola sob fortíssima pressão do time de Jorge Sampaoli.

Não havia descanso, a bola rondava a área alviverde o tempo todo e a defesa do time de Jorginho estava constantemente pressionada. Em jogada de Keno, Guga acertou belíssimo chute no travessão de Wilson.

Era apenas questão de tempo para o gol atleticano e o momento, enfim, chegou aos 33 minutos. Depois de escanteio batido pela direita, Igor Rabello subiu e cabeceou na trave, no rebote, Eduardo Sasha balançou as redes.

Com a vantagem no placar, o time visitante continuou pressionando, mas passou a sofrer com um problema que teria até a o apito final: a falta de pontaria.

Sem que o Galo acertasse o alvo ou o Coxa conseguisse sair do campo defensivo, o árbitro apitou o intervalo e a vitória parcial era o resultado quando os times desceram aos vestiários.

As imagens da transmissão na primeira etapa mostraram duas equipes com uniformes que se confundiam. O listrado alvinegro com largas faixas brancas do Galo e o branco do Coxa se misturavam em campo e dificultavam o trabalho dos profissionais da TV e também de quem quisesse assistir à partida.

Portanto, a primeira mudança que se notou no retorno das equipes ao gramado foi a torca dos uniformes. O Coritiba vestiu seu segundo jogo de camisas, alviverde com estreitas listras brancas enquanto o Atlético voltou com seu uniforme dois, todo branco.

A resistência do Coxa em vestir seu segundo uniforme desde o início se deu em razão de uma ação que o clube preparou na numeração de suas camisas. Os números foram estampados em amarelo por conta do setembro amarelo, a campanha de prevenção ao suicídio.

Muda o uniforme, muda o jogo

Com a troca das camisas, o samba desafinou e outro jogo aconteceu a partir do apito do árbitro no segundo tempo. Não que o Coritiba tenha melhorado, mas o Atlético Mineiro piorou e muito. A partida caiu de qualidade e é possível apontar esses últimos 45 minutos como os piores do time de Sampaoli no campeonato.

Descoordenado, o Galo não levou risco ao goleiro Wilson e o Coritiba igualou o jogo no meio-campo. Aos cinco minutos, a partida já havia se tornado chata e pouco acontecia para merecer destaque.

Evidentemente, Jorginho, o novo treinador alviverde terá muito trabalho pela frente para arrumar a casa. Não há um setor que possa ser elogiado, da defesa ao ataque o Coritiba é um time ruim e se candidata a cada rodada como favorito ao rebaixamento.

O resultado, inclusive, deixou o clube paranaense com apenas sete pontos em nove rodadas, no décimo sétimo lugar, primeira colocação dentro do Z4.

Mesmo jogando mal na etapa final e sem aumentar o marcador, o Atlético Mineiro conseguiu a magra vitória que o levou ao terceiro lugar com 15 pontos, apenas um atrás do vice líder São Paulo e dois de desvantagem para o líder Internacional.

Carregando mais um revés na competição, o Coritiba viaja e, fora de casa na quarta-feira, encara o Goiás na próxima rodada. O Galo também segue sua breve turnê longe de BH e vai enfrentar um duelo de alvinegros na quarta, quando pega o Santos na Vila Belmiro.

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(Foto: Coritiba / Reprodução)

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