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Economia

A tentativa de se reinventar diante da pandemia da Covid-19

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Brasileiros buscam alternativas para manter as finanças em dia

Devido a pandemia, muitas pessoas que perderam os seus empregos, ou até mesmo as que nunca trabalharam, estão tendo que se adaptar para conseguir ter a sua própria renda. Com muita criatividade, típica do povo brasileiro, alguns decidiram abrir o seu próprio negócio em casa, as ideias são variadas: artesanato como o crochê, por exemplo; atender pessoas a domicílio, que é o caso das cabeleireiras e manicures; enquanto outras decidiram mostrar os seus dons culinários e vendem bolos, docinhos, mousses e outras delícias.

Antes de começar o isolamento social, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) realizou uma pesquisa que mostrava que 2020 seria o ano do empreendedorismo, em que o Brasil atingirá sua maior taxa de empreendedores iniciais. E a pandemia consolidou essa tendência, mas nem todo mundo está tendo êxito na hora de empreender.

Conversamos com a Rejane Black, uma profissional de beleza que se dedica ao atendimento personalizado em domicílio no Rio Grande do Norte, para os seus clientes. Uma particularidade dela, é que a maior parte da clientela, são idosos e ela buscou ainda se qualificar, fazendo um curso de cuidadora para atendê-los melhor. Ela falou sobre a dificuldade de manter o seu ofício, por causa da pandemia.

Rejane Black no dia de sua formatura de cuidadora de idosos – Foto: Reprodução| Instagram
Imagem que a Rejane usa em suas redes sociais para divulgar o seu trabalho
Foto: Reprodução | Instagram

“Eu trabalhava a domicílio, foi com isso que eu consegui criar meu filho e com auxílio de algumas pessoas, aí esse era o meu trabalho de ir até a casa das pessoas e naquele momento eu estava fazendo um curso de cuidador de idoso, porque eu gostaria de proporcionar estética para os idosos, porque tem muito idoso que tem um pouco de vaidade mesmo, e também a higiene, cuidar dos pés, dos cabelos, depilar, nesse aspecto que eu falei. Agora no momento da pandemia, realmente está muito difícil, porque como eu me mantenho só, eu também não tenho uma grande clientela, para mim está ficando até mais difícil, até para repor material, é isso” disse Rejane.

Já o estudante universitário, Vitor Coimbra, de São Paulo, aprendeu com sua tia a fazer mousses para vender em sala de aula, para poder pagar despesas com transporte público e compra de seus livros para a faculdade. Devido à crise, o estudante que mora com a mãe, mantem a atividade como pode, pois, dependem hoje do auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal através da Caixa Econômica. É que sua mãe, única que tinha salário fixo na casa, foi demitida do emprego e com isso a renda da sua casa diminuiu consideravelmente.

Vitor Coimbra – Foto: Cedida
Mousse de pote – Foto: Reprodução | Pinterest

Coimbra, conta que escolheu as sobremesas porque acha fácil e prático de fazer, além de ter um bom rendimento e durabilidade alta. O estudante, mantém a esperança de que as coisas mudem e confia na educação para a transformação socioeconômica de sua família. “Espero me formar em jornalismo e ter uma renda boa, para poder comprar uma casa própria e viajar para o exterior duas vezes por ano”, idealiza o jovem estudante.

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