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Sociedade

Você conhece músicos da comunidade LGBTQIA+ sem ser das siglas LGB?

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Por estarmos no “Mês do Orgulho”, trouxemos artistas representativos para você

Foto: Getty Images/iStockphoto

Junho é o mês utilizado na comemoração e orgulho LGBTQIA+, mas poucos conseguem se sentir representados diante de artistas que majoritariamente são héteros e, quando pertencentes à comunidade, são representações lésbicas, gays e bissexuais. Com isso, para comemorar e representar novas letras da comunidade, trouxemos artistas da música que são abertamente assexuais, pansexuais, não-binários, transgêneros, e etc. 

Segue a lista:

(Janelle Monáe Robinson. Foto: Divulgação)

Janelle Monáe (cantora): Janelle Monáe Robinson é uma cantora, compositora, bailarina e atriz norte-americana, nascida no Kansas, Estados Unidos. Tem 34 anos e é abertamente pansexual. Seu último álbum de estúdio foi o Dirty Computer, lançado em 2018 e indicado ao grammy. Seu estilo musical transita por hip hop, funk, pop e R&B contemporâneo.

Morrissey (ex-vocalista The Smiths): Steven Patrick Morrissey mais conhecido por Morrissey, é um cantor e compositor inglês, é o ex-vocalista e letrista da banda The Smiths. California Son é o décimo segundo álbum de estúdio solo do cantor inglês Morrissey, lançado em 2019 e recheado de covers. O astro tem hoje 61 anos e é natural do Reino Unido. Seus trabalhos passeiam entre o rock alternativo e o indie pop. Morrissey nunca soube se declarar abertamente, apenas diz “não se atrair por homem ou mulher, mas sim se atrair por humanos, mas não muitos”.

Emilie Autumn (violinista): Emilie Autumn Liddell, mais conhecida por seu nome artístico Emilie Autumn, é uma cantora, compositora, poeta, violinista e atriz americana, é de Malibu, Califórnia e reside atualmente em Chicago. É conhecida por seu estilo de performance teatral e maestria na mixagem de música clássica e música eletrônica, possui 40 anos e seu último lançamento foi “Scavenger” do álbum “Fight Like a Girl”.

(Kim Petras. Foto: Divulgação)

Kim Petras (cantora): Kim Petras é uma cantora, compositora e modelo alemã, atualmente residindo em Los Angeles, Califórnia. Desde 2016, Petras lança suas músicas e projetos em seu próprio selo, a BunHead Records. Petras começou a gravar músicas quando adolescente, lançando seu primeiro extended play, One Piece of Tape, em 2011. A alemã tem 27 anos e possui referências musicais de eletrônica, pop dance e eletro-pop. Desde seus dois primeiros anos de idade, dizia-se ser menina, mas foi durante a sua adolescência que se confirmou que ela era uma garota trans, Petras pode ser considerada uma das pessoas mais jovens do mundo a receber o tratamento de transição de gênero.

T. Thomason (musicista): Anteriormente Molly Thomason, compõe e é artista musical de Sidcup, Reino Unido, mas vive em Toronto, Ontário. Depois de lançar três álbuns com o nome anterior, Thomason se identificou publicamente em abril de 2015 como uma pessoa não-binária. Com 26 anos e trabalhando entre os gêneros de rock e pop, tem como mais nova canção “Loser pt. II” em colaboração com a cantora Ria Mae.

Mike Skinner (vocalista do The Streets): o cantor britânico de indie rock e hip hop é de Birmingham, Reino Unido. Se declara assexual, é casado desde 2010 e possui filhos. Skinner tem optado por soltar gravações esporádicas, como os singles “If You Ever Need to Talk I’m Here” e “Call Me in the Morning”, além disso, o Mike lançou em 2019 junto ao The Streets: “How Long’s It Been?”, faixa gravada no famoso estúdio Abbey Road, que conta com a participação da rapper britânica Flohio. Já em 2020, novo álbum é lançado da banda, chamado de “None Of Us Are Getting Out Of This Life Alive”. 

(Eliot Sumner em videoclipe. Foto: Divulgação)

Eliot Sumner (musicista): Eliot Paulina Sumner é musicista inglês, além de atuar e produzir música eletrônica. O álbum de estréia de Sumner, The Constant, foi lançado sob o nome de banda I Blame Coco, enquanto o trabalho solo foi lançado sob o nome de Eliot Sumner. Eliot se identifica como gênero-fluido, que é quando um indivíduo não se identifica com uma única identidade de gênero, mas flui entre vários.

Chris Pureka (musicista): Compõe e canta. Pureka identifica-se como genderqueer (“termo guarda-chuva” para identidades de gênero que não são masculinas ou femininas). É de Massachusetts, Estados Unidos e possui 40 anos. O gênero em que trabalha é o Folk e seu último álbum lançado foi o “Back in the Ring”, de 2016. Sua música não lida explicitamente com questões LGBTQ+ ou políticas, concentra-se nas interações emocionais entre os indivíduos.

Justin Vivian Bond (artista): Mx. Justin Vivian Bond é artista transgênero que vive na cidade de Nova York. Nasceu em Hagerstown, Maryland e possui 57 anos. Canta, compõe, escreve e performa. Bond é transgênero e prefere Mx como inclusão de gênero (no lugar de Ms/Mr), que na tradução brasileira seria Sr/Sra. 

(Bradford James Cox em projeto solo. Foto: Divulgação)

Bradford Cox (musicista): Bradford James Cox tem 38 anos e é natural da Geórgia, Estados Unidos. Ele é um cantor, compositor e músico americano, mais conhecido como vocalista e guitarrista da banda de rock indie Deerhunter, na qual ele formou junto ao baterista Moses Archuleta em 2001. Ele também segue uma carreira solo sob o apelido de Atlas Sound. O músico é abertamente assexual e já falou sobre o quão sexual a sociedade é, fazendo com que pessoas assexuais sejam invalidadas e desacreditadas.

Representação assexual em canções 

(Arte: Reprodução/Tumblr)

Diante de uma publicação que fala de representatividade e de todos os sentimentos que rondam uma pessoa assexual, o grupo “assexuais” – que conta com quase dez mil membros no facebook – discute sobre o mês do orgulho e o quão significativo é a data, mesmo tendo representação praticamente nula na mídia.

A partir disso, conversamos com a Thaís Ferraz, 16, que fala da importância dessa representação, inclusive na música: “Muitas pessoas da comunidade ace (assexual) são artistas, e ter alguém em quem se basear e se inspirar é de suma importância, principalmente quando passam por coisas semelhantes”, diz. Ela ainda fala da necessidade da visibilidade para a comunidade assexual, a qual é tão invisibilizada e tida como tabu até dentro da comunidade LGBTQIA+. “Além disso, traria uma visibilidade para a assexualidade e iria ajudar muitas pessoas a se entenderem e se encontrarem de uma forma mais fácil, vendo que existem pessoas como elas e que não estão sozinhas”, conta. 

A Thaís afirma que tem o apoio da família, e isso a ajuda muito. Ela criou uma playlist no YouTube para que pessoas assexuais se sintam de alguma forma acolhidas ou representadas, seja pelo artista que a canta, seja pela letra da canção. “Vejo que muitos assexuais acabam se sentindo excluídos da sociedade por não encontrarem músicas, séries, filmes ou livros que contemplem seus sentimentos e, assim, acabam se sentindo sozinhos. Criei a Playlist com o objetivo de mostrar que existem músicas que representam os pensamentos dos assexuais e suas vivências, que não estão sozinhos,” enfatiza Thaís. A jovem ainda explica o que há na lista de canções: “Na Playlist existem músicas compostas por assexuais, porém são a minoria. A maioria dos artistas não são assexuais, porém conseguiram passar na letra da música sentimentos que a comunidade ace consegue fazer uma identificação. É uma forma de trazer conforto para a comunidade ace em momentos de tristeza quando se sentirem sós e/ou invalidados,” finaliza.

Para ouvir a playlist da Thaís, clique nesse redirecionamento

E para ficar sabendo mais sobre a comunidade LGBTQIA+ e suas siglas, clique aqui

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