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Séries e Filmes

O propósito do filme “Raya e o último dragão”

Felipe Rocha

Publicado

A película está disponível no Disney+

Imagem | Divulgação Disney

Lançado no dia 23 de abril, o filme “Raya e o último dragão” conta a história de um povo, que defende o último círculo, que engloba uma joia na qual o dragão Sisu, juntamente com seus irmãos se unem para salvar o mundo das trevas. Há muito tempo, no mundo de fantasia de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos e em harmonia. Porém, quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya, rastrear o lendário último dragão para restaurar a Terra despedaçada e seu povo dividido.

Assistindo ao filme, pude entender o propósito de ele ser lançado em pleno isolamento social. A Sisu acreditava que união e confiança podiam derrotar todas as forças escuras. Na vida real, as pessoas, assim como Raya, pararam de confiar em alguém, pois foi traído, machucando-a e invocando uma das maiores raivas e iras.

A Boun sonhava em juntar as pedras do dragão, pois queria refazer tudo que ela destruiu. Sua personalidade era muito forte, mas dentro dela havia alguém que tinha medo e só esperava por uma oportunidade de confiarem nela e abrir os braços.

Diante disso tudo, meu coração apertou um pouco. Quando todas as pessoas viraram pedras, era como se alguém que você amasse muito, de repente, não estivesse mais com você naquele mesmo lugar onde se conheceram. E ver Raya confiando na pessoa que a traiu há 500 anos me fez refletir que os seres humanos não são perfeitos, muito menos imortais como um dragão. Sendo assim, eles possuem a chama acesa dentro deles que nunca será apagada e brilhará no momento exato de tudo voltar ao seu devido lugar.

Para muitos isso é apenas mais uma animação da Disney. Porém, se olharmos com outros olhos, veremos que, por trás de um desenho, há uma reflexão incrível: “Pessoas erram, pessoas falham. Mas você tem de aprender a conversar e se dá a chance de confiar novamente. Sem confiança, o mundo seria apenas um mundo vazio sem a alegria das pessoas”.

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