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Sociedade

Especial Mulheres: Vilma Batista

Adriana Severo

Publicado

Este mês, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Elo Jornal passa a publicar uma série de reportagens sobre mulheres, que se destacam em diversas áreas como a música, segurança pública e psicologia no Rio Grande do Norte.

Você vai conhecer mulheres que lutaram por seus direitos. Principalmente, o direito de estarem onde estão e hoje servem de exemplo para a sociedade, ao romper barreiras e preconceitos.  Na reportagem de hoje, você vai conhecer um pouco mais sobre a Vilma Batista. Presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte – SINDPPEN/RN.

“Ser mulher, sindicalista não é fácil. Mas aqui, no Rio Grande do Norte, já temos esse histórico de mulheres fortes e de luta. Muito orgulho de ter conquistado respeito a nível nacional”

Vilma Batista | Foto: Acervo pessoal

Natural de Santa Cruz, município distante 114km de Natal, Vilma Batista cresceu entre a família e amigos, fase que traz boas recordações.

“Lembro tanto das brincadeiras e quanto das brigas com as outras crianças. Apesar das dificuldades, todos éramos felizes. Outra boa recordação é do itinerário entre Santa Cruz e Assu, onde estão familiares do meu pai, e Natal, onde tem familiares da minha mãe. Estudei nas duas cidades.”

A mudança definitiva para a capital veio em 2002, após ser nomeada para o cargo de Agente Penitenciário, hoje, Policial Penal. “Minha mãe não gostou muito por causa do risco, mas apoiou. Ela sabia que por ter uma personalidade muito decidida, não mediria esforços para alcançar o que almejava. Sempre tive muita coragem”, destacou

Já como sindicalista, lutou para que esse cargo ostentasse o viés constitucional. “A antiga nomenclatura não fazia parte do rol constitucional dos cargos de carreira da segurança pública”, explica a servidora pública.

No dia a dia, Vilma destaca que os desafios são muitos. “Os desafios são diários e desafiadores. Segundo a policial penal, são duas grandes lutas diárias: o combate ao crime organizado e  tentar mostrar para as autoridades competentes, a importância do investimento no sistema prisional, como forma de manter a ordem e a segurança, tanto para a população carcerária, quanto para a sociedade em geral”, explicou.

Quanto mais à frente da luta, mais preconceito. “Senti muito no início quando buscava o reconhecimento constitucional da categoria, por ser mulher. Sempre de outras instituições, nunca da parte dos meus colegas. Hoje me sinto realizada pessoal e profissionalmente. Sinto como se estivesse em casa, liderando meus irmãos e primos, como fazia quando criança”, destacou.

“Ser mulher, sindicalista não é fácil. Mas aqui, no Rio Grande do Norte, já temos esse histórico de mulheres fortes e de luta. Muito orgulho de ter conquistado respeito a nível nacional”, pondera.

Dia Internacional da Mulher

Para Vilma, o 8 de março é uma data muito relevante, pois reforça a capacidade de todas as mulheres.

“É um dia importante para toda sociedade, pois é o dia que se celebra que nós mulheres somos, além de uma obra prima divina e semente de amor, somos também fonte de coragem, determinação e transformação”, destacou. 

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