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Sociedade

Profissões: Conheça a Musicoterapeuta

Paula Cunha

Publicado

Josilene Carlos, musicoterapeuta que atua em Natal – RN | Foto: Acervo pessoal

Ao longo da pandemia do novo Coronavírus, muito tem se falado sobre saúde mental. O isolamento social prolongado, as alterações nas relações sociais do dia a dia e a imersão brusca das rotinas no mundo virtual causaram, segundo dados da Fiocruz, aumento de quadros ansiosos, surgimento de depressão entre outros transtornos e complicações em crianças e adolescentes. 

 De acordo com a Organização Mundial da Saúde não há uma definição exata do que vem a ser a saúde mental, mas a forma como lidamos com nossas emoções e as situações que vivenciamos são indicadores deste fator tão importante. E aliada a discussão sobre sanidade mental, um termo vem ganhando destaque, a terapia.

Problemas relacionados aos sentimentos e a mente das crianças foram vistos por muito tempo como futilidade por muitos brasileiros, mas nos últimos anos o aumento de discussões a respeito possibilitou que muitas pessoas procurassem ajuda para seus filhos, contudo, algumas vertentes terapêuticas ainda são pouco conhecidas pela população, e entre elas está a musicoterapia.

Josilene Carlos, musicoterapeuta que atua em Natal – RN, explica que esta terapia trabalha fatores importantes para a integração social como o desenvolvimento da comunicação, o desenvolvimento das potencialidades, a criatividade, a coordenação motora, o desenvolvimento da percepção auditiva, visual e tátil, como também a expressão corporal, o controle emocional, o controle da ansiedade, além de proporcionar qualidade de vida.

A música sempre esteve presente na vida de Josilene, mas foi na graduação de Pedagogia que ouviu falar pela primeira vez sobre musicoterapia. “Sempre fui apaixonada por música e a estudo desde criança. Tive dificuldade na aprendizagem e a música favoreceu esse processo. Senti o desejo de ajudar pessoas que assim como eu, tinha dificuldade em aprender, já que a música havia contribuído para o meu progresso.”

Além de ser uma técnica reconhecida por organizações de saúde, a musicoterapia está incluída no SUS e no rol de procedimentos que devem ser cobertos pelos planos de saúde desde 2017, e ainda que muitos profissionais relutem em indicar este tratamento a seus pacientes, cresce o número de médicos que a solicitam  para crianças com Transtorno do Espectro Autista – TEA.

Sou professora de musicalização, a escola é regular e inclusiva, lá tenho a oportunidade de ter alunos com o Espectro Autista e me senti instigada a aumentar meus conhecimentos, para poder adentrar mais nesse mundo, e contribuir de forma mais significante. Como musicoterapeuta também tenho pacientes com autismo, e a musicoterapia hoje está voltada para esse público especial, que passei a entender mais, respeitar e amar” Conta Josilene, que hoje faz especialização em TEA.

Sobre o que mais ama em sua profissão, Josilene fala sobre a construção da sua relação com as crianças que atende:  “Amo sentir a maravilhosa sensação de poder entrar no mundo das crianças, ser aceita, e saber que elas depositam sua confiança em mim. A confiança é muito importante para que qualquer processo se realize de forma plena.

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