Connect with us

Cultura

Cresce o interesse por games durante a pandemia

Tony Lucas

Publicado

Pessoas que já jogavam passaram a jogar mais e outras, que sequer imaginavam jogar, adentraram no mundo dos games

Foto: Reprodução Istock

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, muita coisa mudou: as universidades pararam as aulas presenciais, os cinemas foram fechados, a programação da TV mudou, entre outras coisas. Com isso, muita gente começou a jogar para passar o tempo e muitos entraram de cabeça no mundo dos games.

Eu sempre fui gamer, mas na pandemia passei a jogar com mais frequência. Juntei (virtualmente) um monte de amigos no Discord (aplicativo de voz) e passamos a jogar Among Us diariamente. O caos e a discórdia misturados as nossas incontáveis risadas fizeram as horas passarem sem que eu percebesse e foram minha fonte de entretenimento por um bom tempo.

Por falar em Among…

Foto: Reprodução/InnerSloth

Among Us é um jogo online disponível tanto para computadores como para celulares. Nele, um grupo de pessoas conhecidas como tripulantes tentam consertar uma nave espacial enquanto lidam com um impostor que vai sabotando a nave e matando seus companheiros, que precisam descobrir a identidade do impostor antes de não sobrar ninguém vivo.

Embora seja de 2018, o game veio explodir mesmo em 2020, tendo sido um dos jogos mais baixados do ano. De acordo com a Sensor Tower, Among Us teve mais de 64 milhões de downloads só em setembro de 2020. Além disso, levou o prêmio de Melhor Multiplayer no The Game Awards 2020.

A popularidade crescente do Free Fire

Foto: Reprodução/Garena

Outro jogo bastante popular é Free Fire. Segundo o relatório da App Annie, o battle royale para celulares foi o jogo mobile mais baixado de 2020, tendo pico com mais de 100 milhões de jogadores ativos. Além disso, de acordo com o SuperData, o jogo teve um faturamento de mais de US$ 2,1 bilhões, sem falar do crescimento no cenário de e-sports.

Sendo acessível para muitas pessoas, o jogo vem mudando a vida de quem joga para valer e quer entrar no competitivo. Uma dessas pessoas é Lúcia Oliveira, 20, de Natal. Devido a quarentena, ela começou a investir mais tempo no Free Fire, e agora integra o time de e-sports do ABC. “Sobre a quarentena, foi durante ela que me tornei jogadora do ABC, clube aqui do RN, e ganhei um status de jogadora oficial. Foi muito importante, é uma outra ótica, porque agora sou jogadora do cenário competitivo. Ao mesmo tempo é muito legal, tem mais 5 meninas que formam a line e a gente faz a amizade prevalecer sempre”, conta Lúcia.

As lives

Marielle faz lives na Twitch (Foto: Arquivo pessoal)

Uma extensão do entretenimento proveniente dos games são as lives, conhecidas como streams. Há quem assiste e não joga, há quem assiste e passa a jogar, e o inverso também. Marielle Ohanna, 25, mora em Natal e faz lives na Twitch (https://www.twitch.tv/marielleohanna). Ela conta que durante a pandemia, devido ao tédio, muita gente passou a assistir sua live, houve um aumento no seu público e também no interesse das pessoas por games.“Pessoas que nunca jogaram nada começaram a jogar e eu mesma joguei com pessoas que jamais imaginaria jogando alguma coisa, então houve uma aproximação muita grande”, afirma Marielle.

O mercado de jogos

A loja Magic Games (Foto: Arquivo pessoal)

Bernardo Guerra, 24, é um dos sócios da loja de jogos Magic Games, que fica localizada no shopping Cidade Jardim, em Natal. A loja oferece vários serviços, dentre eles, a locação de jogos e a oficina de aparelhos gamers. Segundo Bernardo, esses foram os setores que mais cresceram durante a pandemia. “Locação foi o setor que teve o impacto mais positivo, simplesmente a procura aumentou mais de 100%. Com as pessoas em casa querendo se entreter, o videogame é uma ótima solução nesse período, até porque o videogame não é apenas para jogar, ele possui outros aplicativos como Netflix, Spotify e é um aparelho de multimídia. Além de ter jogos para todas as idades, atendendo tanto às crianças como aos adultos”, conta.

Ele acrescenta que “a oficina também teve um impacto ótimo. Geralmente os períodos de maior demanda é nas férias, meses de junho e dezembro porque é quando o pessoal volta a utilizar mais os videogames e muitas vezes deixam eles parados por vários meses até ligá-los novamente,  podendo os mesmos darem defeito. Com isso chega bastante nesses períodos. Com a pandemia meio que isso foi antecipado, muita gente começou a usar, muita gente que tinha deixado de lado voltou a reutilizar e com isso a demanda de serviço aumentou bastante, estamos no momento que até pra entregar o orçamento tá passando de uma semana, claro que também depende do defeito. Mas ainda hoje a procura pela assistência é alta”, finaliza.

Uma pequena lista

Ainda que muitos achem que ela acabou, não, a pandemia não acabou e para encerrar deixo uma listinha com títulos de jogos que são uma boa pedida para jogar sozinho ou acompanhado (virtualmente) de amigos:

League of Legends

Free Fire

Among Us

Cyber Hunter

Fall Guys

Gartic

Mobile Legends

CyberPunk 2077

SMITE

Continue Reading
Deixe seu comentrio

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copyright © 2018 Elo Jornal. Todos os direitos reservados. contato@elojornal.com.br

X