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Esporte

Caça ao líder

Pedro Henrique Diaz

Publicado

Flamengo vence o Vasco da Gama, de virada, por 2 a 1 e continua na caça ao líder Atlético Mineiro

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(Foto: Thiago Ribeiro / AGIF / Reprodução)

Depois do primeiro tempo ruim, o Rubro-negro deslanchou na etapa final e venceu a partida em São Januário, apesar do Vasco ter vendido caro a derrota.

O clássico dos milhões, pela décima quinta rodada do Brasileirão, teve contornos decisivos para o Vasco da Gama. O time da Colina estava a seis jogos sem vencer, Ramon Menezes foi demitido na última quinta-feira (8), e o time está em queda livre de rendimento.

Para o jogo contra o Flamengo, disputado em São Januário, a equipe vascaína tinha que provar sua qualidade — e provou, mas com erros determinantes.

O Jogo começou muito equilibrado, ambos os times buscavam a vitória. Por motivos diferentes, o Flamengo na caça ao líder Atlético Mineiro, enquanto o Vasco queria a reabilitação.

Porém, um problema acontece com os atletas rubro-negros: a morosidade no primeiro tempo. Isso é visto desde a partida contra o Athlético-PR. Em São Januário aconteceu a mesma coisa e o Vasco da Gama aproveitou.

Após toque errado de Bruno Henrique, Cayo Tenório aproveitou a displicência, entrou na área e deu um lindo passe para Talles Magno fazer o primeiro gol do jogo aos oito minutos da etapa inicial.

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Foto: André Durão (GE)

Depois do tento assinalado por Talles, a equipe acordou como quem acorda de com um susto e quis resolver as situações da partida rápido demais, ou seja, afobado e sem organização.

Gerson, pela direita, não estava criando nada. Pedro estava sendo pouco municiado, Diego não encontrava os espaços necessários para produzir e Willian Arão não estava cobrindo as descidas de Matheuzinho, pela direita. Em contrapartida, o Cruzmaltino não encaixava os contra ataques.

Geralmente, no segundo tempo, as coisas melhoram para o Flamengo — e neste jogo não foi diferente. Aos dois minutos do segundo tempo, Diego levantou a bola na área e Léo Pereira subiu mais que todo mundo para cabecear forte para o barbante vascaíno.

Com isso, a partida melhorou em termos de emoção, o jogo ficou de igual para igual. E logo em seguida, o zagueiro Leandro Castán cabeceou forte para a defesa do goleiro Hugo.

Benítez e Marcos Júnior, começaram a aparecer do lado vascaíno. Bruno Henrique, Thiago Maia e Filipe Luís da parte Rubro-negra. No entanto, quem levava mais perigo era o Flamengo, os lados do campo foram os caminhos da pedra para alimentar Pedro, fazendo a equipe crescer em mobilidade ofensiva.

E a partir dessa tônica veio o gol da virada de Bruno Henrique, após lindo passe por cima da defesa vascaína, o camisa número 27 entrou como uma flecha em disparada, contou com o quique que desnorteou Fernando Miguel, driblou o goleiro e bateu livre para as redes. Foi o gol de número treze em dezenove disputados pelo atacante em clássicos.

Agora, quem tinha que ir atrás do resultado era o Vasco. E foi. Conduzido por Benítez, o clube de São Januário passou a incomodar a defesa flamenguista e o artilheiro German Cano começou a ser nutrido com passes dos seus companheiros ou em bobagens da defesa rival.

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Foto: Marcelo Cortes/CRF

Em uma delas, quase o goleiro Hugo Sousa bateu roupa. Mas parecia que não era o dia do Gigante da Colina. Enquanto isso, o Flamengo parou de jogar. A parte física era o ponto fraco do Flamengo e o futebol não perdoa.

O Vasco foi para cima, continuou martelando e veio o gol de empate, após linda triangulação entre Marcos Júnior, Parede e Cano, que não perdoou e colocou a pelota para as redes. Foi merecido. Todavia, um personagem e tanto do futebol brasileiro apareceu. Sim, o VAR anulou os poucos momentos de felicidade vascaína. O atacante Parede estava a milímetros à frente de Filipe Luís, o ombro foi o culpado.

O Flamengo acordou de novo. Com isso, Michael, pela direita, Bruno Henrique, pelo flanco esquerdo, e Pedro, no meio, começaram a ser mais acionados. Em duas chances, o último passe foi mal executado pelos jogadores dos lados.

Já no final, a desorganização tomou conta das duas equipes, como o Vasco está com a corda mais apertada no pescoço, o time da Colina tentava mais, contudo, falhava na criação das jogadas.

E isto, o Flamengo nem fazia mais. O que o Rubro-negro mais queria era o término. E ele veio, resultando em uma vitória suada e injusta, até pelo o que o rival da partida criou. O empate estaria de bom tamanho, mas a maré de azar vascaína está alta demais. São, agora, sete partidas sem vencer.

De quebra, aumenta o jejum de 16 jogos sem vencer o clássico dos milhões. O último triunfo vascaíno foi em 2016, pelo Campeonato Carioca.

Na próxima rodada, o Flamengo vai encarar o Goiás, às 18h, na terça-feira, em jogo adiado pela 11ª rodada. Já o Vasco volta a campo no dia 18 de outubro contra o Internacional, em Porto Alegre.

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(Foto: Thiago Ribeiro / AGIF / Reprodução)

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