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Esporte

Inusitada noite em Pituaçu

Pedro Henrique Brandão

Publicado

Lei do ex em dobro, atropelo no primeiro tempo, redenção de Gilberto e goleada do Bahia sobre o Vasco da Gama

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(Foto: E.C Bahia / Reprodução)

Quando o jogo Bahia e Vasco da Gama começou no estádio de Pituaçu, em Salvador, o Esquadrão ostentava números de time rebaixado. Com 22 gols sofridos é a pior defesa da Série A — o Goiás empatou esse critério após sofrer 4 gols do Fluminense na noite da quarta, 7 — , com sete derrotas é o time que mais perdeu e com apenas três vitórias era umas das equipes que menos venceu também.

Por outro lado, o Vasco da Gama estava há cinco partidas sem vencer, o artilheiro cruzmaltino, German Cano não marcava há cinco jogos e o Gigante da Colina ainda tinha um tabu para enfrentar: há oito anos não vencia o Bahia fora de casa.

Com esse retrospecto era difícil apostar numa vitória do Tricolor. Não que o Vasco fosse favorito, mas se houvesse um vencedor, era mais plausível que fosse o time de Ramon Menezes.

Porém, o Bahia partiu para cima dos visitantes desde o início e Rossi comprovou a Lei de ex, logo aos nove minutos. Com a vantagem no placar e o Vasco com os desfalques de Andrey e Benítez, o Bahia passou a dominar a partida e encurralou o adversário sem dificuldades.

As modificações propostas por Mano Menezes surtiram efeito e o Bahia jogava solto, mas sem descuidar do setor defensivo. Com as entradas de Juninho, Daniel, Clayson e Rossi nos lugares de Nino (lesionado), Eric Ramires, Élber e Marco Antônio, o time melhorou em desempenho. O treinador ainda improvisou Ernando, zagueiro de ofício, na lateral-direita e deu tudo certo na noite tricolor.

Nessa toada, as chances foram aparecendo até que aos 31 minutos, Gilberto balançou as redes de Fernando Miguel, em mais uma demonstração da Lei do ex. Além disso, o lance foi mais uma prova de que as alterações de Mano deram certo, pois foi Ernando quem invadiu a área vascaína e tocou com açúcar para o artilheiro desencantar e se reabilitar.

O 2 a 0 matou de vez o Vasco, que derreteu em campo. O time desorganizado, exatamente o posto do que vimos nas primeiras rodadas, era presa fácil para o organizado, e atipicamente ofensivo Bahia.

Juninho poderia ter anotado o 3 a 0, mas isolou a bola que recebeu de Rossi, e protagonizou um daqueles inexplicáveis e inacreditáveis gols perdidos. No entanto, o terceiro era questão de tempo e não demorou, aos 45 minutos, Clayson acertou o canto de Fernando Miguel, após erro bizarro de Yago Pikachu.

Fernando Miguel completou 100 jogos no gol do Vasco da Gama, da pior maneira possível e sem nada para comemorar. Nenhum dos gols baianos foi culpa do arqueiro, mas atingir essa marca tendo de buscar a bola no fundo das redes três vezes, não é o desejo de nenhum profissional.

Isso tudo no primeiro tempo. O que viria na etapa final? Essa foi a pergunta que ficou na ida dos atletas para os vestiários. Mas com o retorno da boleirada, os 45 minutos finais foram de controle do Bahia e de mais desorganização do Vasco da Gama.

Mano Menezes e seus comandados terminaram a quarta-feira com um bom resultado e a oportunidade de erguer a cabeça na competição, pois agora, o Bahia é o 12º colocado, com 15 pontos.

O Vasco aumentou o jejum de vitórias, chegou ao segundo revés consecutivo sofrendo muitos gols, está na 9ª colocação e parece entrar numa descendente. Aproveitando a partida na Bahia, para celebrar Moraes Moreira, parafraseando o eterno novo baiano “lá vem o Vasco descendo a ladeira”.

Como principal consequência da inusitada noite em Pituaçu, a diretoria vascaína demitiu Ramon Menezes e decretou prematuramente, o fim do Vasco ramonizado.

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