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Esporte

São Paulo desperdiça vantagem numérica e empata com o Internacional

Pedro Henrique Diaz

Publicado

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(Foto: Ricardo Duarte/Divulgação Inter)

Internacional e São Paulo vinham de momentos distintos para a partida da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pela Libertadores no meio da semana, o Colorado venceu suado, enquanto o Tricolor paulista levou um passeio em Quito, no Equador.

O gigante do Beira-Rio seria o palco da vez. Será que veríamos um bom espetáculo ou depreciaríamos o que estaria por vir?

A resposta é que no final do jogo, não resta dúvidas que os espectadores de ambos os times, independente de onde estivessem, aplaudiram de pé o desempenho das equipes.

A começar pelo primeiro tempo. Os comandados de Eduardo Coudet iniciaram com intensidade e marcando com a pressão de sempre. Para os adeptos do dinizismo — que completou um ano à frente do clube — poderia ser um problema, mas não foi o que aconteceu durante uma parte do primeiro tempo.

Após cruzamento de Moisés na grande área, Thiago Galhardo — sempre ele — cabeceou sem chances para Thiago Volpi. No placar, 1 a 0 para quem pressionava mais dentro de campo.

O São Paulo então conseguiu encontrar seu jogo: o apoio dos laterais Igor Vinícius pela direita, e Reinaldo pela esquerda. E só então, a chance apareceu. Depois de uma bola cruzada, Pablo desviou, e Luciano só colocou para dentro. Empate merecido, já que as duas equipes buscavam o gol na primeira etapa.

No segundo tempo, o modelo se inverteu: apenas uma equipe buscou a coisa mais importante da partida, o gol. E esse time foi o Tricolor paulista.

A entrada do jovem Brenner no lugar de Pablo foi a causa desse volume maior sobre o rival gaúcho. Logo no início, Marcelo Lomba salvou duas vezes — uma embaixo e outra uma grande defesa na cabeçada do zagueiro Diego.

Com o São Paulo melhor em campo, o Internacional apostou nos ineficientes contra-ataques, porém um vacilo causaria um desespero para os colorados. O zagueiro Zé Gabriel foi negligente e atropelou Igor Gomes com um carrinho. Cartão vermelho para o defensor e menos um no jogo.

A partir daí, foi domínio total do São Paulo. Mas domínio não é sinônimo de chances claras de gol. Ou seja, a pressão foi ineficiente. Os jogadores eram muito previsíveis no último passe. Dani Alves foi inofensivo, com erros de passes ou sem se entender com os seu companheiros.

Para o Inter, só restava se defender e torcer para o tempo andar o mais rápido possível. O problema é que não tinha ninguém para, pelo menos, segurar a bola no campo de ataque, já que Abel Hernández, substituto de Guerrero, foi bem marcado pela zaga paulista.

Com isso, todo o drama gaúcho estava no ar. Era ataque contra defesa. A sorte dos colorados é que o São Paulo não criava, só mantinha a posse de bola que pouco trazia vantagens no placar.

Só que como bom espetáculo que falei no início do texto, o roteiro do final da partida entregou uma boa surpresa, a estrela Dani Alves resolveu aparecer. Agora com uma cabeçada, depois do cruzamento de Paulinho Boia, que deixou o defensor na saudade. No entanto, Marcelo Lomba fez uma defesa digna de um grande clímax e impediu o que seria o gol da virada, quase no apagar das luzes do final.

Para os colorados, Lomba foi o herói do espetáculo, para os tricolores, é claro que ele foi o vilão. Para este que vos escreve, o anti-herói, pois gosto de ver um belo gol, mas também aprecio uma grande defesa.

O próximo compromisso do Tricolor é pela Libertadores contra o River, na Argentina, às 21h30, na quarta-feira. Já o Inter, viaja na terça-feira para Cali, onde enfrenta o América, às 21h30.

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