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Esporte

Saudades do AthleTiba, né, Série A?

Pedro Henrique Brandão

Publicado

Após três anos, a Série A teve novamente um AthleTiba, no entanto, Furacão e Coxa se reencontraram pressionados pelo Z-4 e fizeram um jogo morno com vitória magra dos rubro-negros

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(Foto: Athletico Parananense / Reprodução)

Desde 2017, quando o Coritiba foi rebaixado e levou duas temporadas para voltar à elite do futebol brasileiro de onde o Athletico não saiu nesse período, um tradicional clássico regional não acontecia na Série A.

Muita coisa mudou, aliás, nesses anos em que o Brasileirão não pôde contar com o AthleTiba. Uma delas está na grafia do clássico, ainda estamos nos habituando com o H que passou a integrar o nome do Rubro-negro no final de 2018.

Como é comum em grandes rivalidades, o momento ruim de um é diametralmente oposto ao do rival. Enquanto o Coritiba amargava a segundona, o Athletico estreava uma nova identidade visual turbinada por títulos de importância como a Sulamericana e a Copa do Brasil.

Justamente quando o reencontro na Série A ganhou uma data, curiosamente, o momento não é dos melhores nem para alviverdes e nem para rubro-negros. Tanto Athletico quanto Coritiba demitiram treinadores no início do campeonato. Dorival Júnior e Eduardo Barroca deram lugar a Eduardo Barros e Jorginho, respectivamente.

A campanha também é tenebrosamente parecida e com as vitórias de Grêmio e Atlético Goianiense, no meio de semana, a dupla curitibana foi parar na zona de rebaixamento. Não bastasse a pressão natural de um clássico, ainda havia a necessidade da reabilitação para os dois lados.

Foi nessa toada que de maneira compreensível, os primeiros minutos foram de pouca ação e muita força. Dois times bem postados defensivamente e claramente mais preocupados em não sofrer gols do que em abrir o marcador.

Esse tipo de combinação tática não dá espaço para bons jogos e no quesito qualidade— já se esperava que fosse baixa pelo histórico dos dois na competição — , a partida foi muito fraca. Pouco ou nada pode se destacar como acerto.

No único lance de lucidez e que lembrou futebol, Jonathan e Fabinho tabelaram na entrada da área alviverde e mesmo na jogada mais consciente da partida, um bate-rebate na zaga fez a bola sobrar para o camisa 7 do Furacão bater forte e sem chances para Wilson.

Inaugurado o placar, o gol do Athletico, logo aos 12 minutos do primeiro tempo, forçou o Coritiba a sair para o campo de ataque e se expôr mais do que gostaria o técnico Jorginho. Ainda assim, nada que pudesse melhorar realmente o nível do jogo.

Na etapa final, o bocejo de Thiago Heleno antes de a bola rolar era o prenúncio de mais do mesmo. O Coritiba não mostrou efetividade ofensiva e por mais que se lançasse ao campo de ataque não conseguiu ameaçar o gol adversário.

Apenas quando Igor Jesus abriu o braço numa disputa aérea e atingiu a cabeça de Thiago Heleno, a partida teve algo novo, pois o árbitro aplicou o segundo amarelo e expulsou o atacante do Coxa.

Se no 11 contra 11 estava difícil, com um a menos, as chances de reação do Coritiba praticamente acabaram e o Furacão apenas administrou os minutos finais.

Com o 1 a 0, o Athletico encerrou a pior sequência sem vitórias da competição em 2020. Foram sete partidas sem conquistar os três pontos que vieram justamente contra o arquirrival e dão um alívio aos rubro-negros que alcançaram os 11 pontos e chegaram ao décimo lugar na classificação.

Por outro lado, a derrota complicou o Coritiba, que agora está a cinco partidas sem vencer, estacionou nos oito pontos e pode acabar a rodada na lanterna da competição.

Pela rivalidade e pelos acontecimentos dos últimos anos, o encontro dos rivais paranaenses causava saudades no Brasileirão, mas bastou a bola rolar no gramado da Arena da Baixada, para pensar que pelo nível técnico da partida, a Série A estava com saudades do AthleTiba, mas nem tanto.

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(Foto: Coritiba / Reprodução)

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