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Esporte

O animado Goiás 3 x 3 Coritiba

Anthony Medeiros

Publicado

Uma partida que desafiou a lógica dos especialistas e proporcionou 90 minutos de divertido futebol e um empate com seis gols no duelo de Alviverdes

O futebol é uma ciência inexata e posso provar com o duelo entre Goiás e Coritiba, válido pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. O empate de muitos gols foi contra todos os prognósticos, esbanjou ritmo (e desorganização) e teve reviravoltas durante os 90 minutos.

Apesar de insuficiente para as pretensões de ambos, o resultado foi um barato para quem não esperava se divertir com uma partida entre dois dos quatro clubes que, hoje, estariam rebaixados para a 2ª divisão em 2021.

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Sabino marcou, aos 50, o derradeiro gol do ‘animado’ 3×3 entre Goiás x Coritiba; chamar de bom jogo é exagero, mas serviu para animar

1ª etapa
Desde os primeiros movimentos, o Coritiba parecia mais à vontade em campo. Sempre abusando dos bons passes, o Coxa (que tinha marcado apenas quatro gols na competição até então), chegou ao primeiro gol após boa jogada de William Matheus.

O lateral acionou Sassá no segundo poste, que escorou pra chegada de Robson, tirando o zero do placar. Com a vantagem, o time de Jorginho fez uso de um dos expedientes mais utilizados por Barroca, antigo comandante: rodar a bola.

Ao passo que mantinha a posse, o Coritiba evitava os ataques do rival e levava perigo em diversas descidas. A marcação do Goiás caía fácil nos toques rápidos, e o Coxa quase marcou com Matheus Sales e Sassá, essa última após mais uma boa jogada que teve início com troca de passes até bom cruzamento de William Matheus, bem na primeira etapa.

Apesar do domínio, o Coritiba voltou a marcar com uma senhora ajuda da dupla Edilson e Tadeu. Após mais um lançamento que visava encontrar William Matheus, Edilson tentou ajeitar de peito para o goleiro, mas a bola ficou pingando no meio da área. Tadeu saiu atabalhoado, tentou socar a pelota, que pegou no lateral do Coxa, premiado com um gol.

A impressão era que o Coritiba poderia marcar ainda mais antes do intervalo. Só que o futebol… ah o futebol… esse pregou peças para o correto Coritiba na primeira etapa de forma avassaladora.

Um dos melhores da primeira etapa, William Matheus comprometeu após cruzamento na área. O lateral subiu com mão em riste, atingindo a bola. Pênalti! Convertido por Rafael Moura.

Um minuto depois, praticamente após a bola ser rolada, o zagueiro Rodolfo se estranhou com o He-Man, reclamando da chegada do atacante. De costas, deu UM COICE (você está lendo isso mesmo) no camisa 9 do Goiás e seu golpe, ainda não permitido no futebol profissional, foi flagrado pelo árbitro Caio Max, que assinalou a expulsão do zagueiro do Coxa.

Ou seja: em cinco minutos o clube paranaense deixou de ir pro vestiário com vantagem de dois gols, para um cenário desfavorável de jogar toda a segunda etapa com um jogador a menos, com apenas um gol a frente do rival. Massacre no segundo tempo, correto?

NÃO!

2ºtempo
É uma ciência inexata, como eu falei. Curiosamente o Coritiba seguia com a maior posse de bola no início da segunda etapa, quase chegando a ampliar o placar em ataques com Robson e Sassá.

Rhodolfo, xará do camarada expulso, entrou apenas aos 15′ da segunda etapa, quando Jorginho “corrigiu” o buraco que havia ficado. Com o suposto conserto, as coisas desandaram. Sem Sassá e Matheus Bueno, o pivô e o terceiro homem de meio, o Coxa perdeu a capacidade de trocar passes, expediente utilizado para impor vantagem contra o rival desde o início do jogo.

Se a substituição do clube paranaense surtiu efeito negativo, Thiago Larghi honrou o sobrenome e promoveu a entrada do chileno Jara. No minuto seguinte a sua entrada, para a alegria do “largo” treinador, o gringo completou chute despretensioso (muito pela sua péssima execução) e decretou a igualdade.

Wilson, segundo goleiro a mais realizar defesas difíceis da competição até aqui, só impediu uma das finalizações do rival a ser gol. Não há lógica.

Se o empate já era lucro para um Goiás que pouco produziu na primeira etapa, a virada veio no lance seguinte. Após cruzamento da esquerda, Sabino desviou para o próprio patrimônio, sem chances pra Wilson. Era o 3 a 2.

Sem forças, difícil imaginar uma reação do Coxa. Em cenários normais, sim. Nessa partida, não tanto. Após bola na área, o zagueiro Rafael Vaz, em lance semelhante ao de William Matheus na primeira etapa, estava com braço aberto dentro da área. A cabeçada pegou na mão do defensor e o pênalti foi assinalado. Aos 50 minutos, o bom Sabino converteu a penalidade e decretou a igualdade.

No futebol não há lógica. Em Goiás 3 x 3 Coritiba, menos ainda. Não foi um bom jogo, foi um jogo animado. Cabe a Larghi e Jorginho filtrar os bons pontos e corrigir os inúmeros erros de cada lado para a sequência da competição.

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(Foto: Heber Gomes/AGIF/Reprodução)

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