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Esporte

No deserto de ideias do Palmeiras, Veron foi um oásis

Anthony Medeiros

Publicado

Foi mais uma jornada difícil de acompanhar. O sol cansava até o telespectador em novos 90 minutos de pouca produção e muitos erros. A vitória, de virada, não veio por uma mexida certa, apesar dela ter ocorrido. Quando Luxemburgo lançou mão do recuperado Veron, o mérito foi muito mais do atleta que do comandante na reviravolta da partida. Com um gol e uma assistência, o potiguar mudou a história de mais uma jornada apática do Alviverde paulista.

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Determinante em sua reestreia, Veron foi crucial para a vitória de um Palmeiras que pouco incomoda seu adversário (Foto: César Greco)

Algo inquestionável no futebol palmeirense é a constância. O ‘luxemburguismo’ vem apresentando um padrão inflexível: não foge do prognóstico, honra as expectativas e muda pouco de uma partida para a outra.

Primeiro ato
Em matéria de inspiração, pode-se apontar a ausência desta para as duas equipes. Tanto o time da Red Bull no país, quanto o Alviverde paulista dividiram 45 minutos de poucas ideias e uma intensidade desnecessária para um confronto matutino. Apesar das poucas oportunidades, alguns destaques: o ex-palmeirense Artur ganhou todos os individuais sobre Viña, apesar dos três homens de meio impostos por Luxa, Claudinho seguia com liberdade e Vitor Hugo pareceu sentir o retorno (o zagueiro tornou-se quarta opção da zaga do Verde).

Segundo ato
Após o intervalo, o jogo ganhou em intensidade. Continuava pobre de ideias, porém o ritmo se intensificou. Aqui vale o comentário sobre o VAR: em lance relativamente simples, Viña completou para o fundo da rede em posição irregular e o árbitro de vídeo utilizou mais de três minutos para apontar a irregularidade. O advento da tecnologia peca pela retirada da celeridade do duelo.

O meio do Palmeiras seguia pecando na contenção, além de criar pouco ou quase nada, até que em bola rebatida, contra-ataque letal do Braga. Casquinha para uma saída célere de Ítalo, que achou Claudinho, autor do primeiro gol do duelo.

Mexidas
Quando fez as primeiras três mudanças, Luxa abriu mão de Wesley para colocar Gabriel Veron em uma das mudanças. Foi essa mexida que mudou a história do duelo. Individualmente, o atacante marcou um (de cabeça) e puxou o contra-ataque, após grande passe de Raphael Veiga, para o gol de Willian, que voltou a marcar após 13 duelos.

O potiguar chamou atenção desde sua entrada. Em um cenário que o desgaste físico mudou a história do jogo por mais de uma ocasião, o recuperado Veron criou excelentes oportunidades com sua velocidade.

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Além de cobrar dos seus jogadores, Luxa deve oferecer mais ideias para um Palmeiras que segue incomodando negativamente (Foto: César Greco)

No entanto, nem sempre Veron estará brilhante. O Palmeiras precisa ser mais time e menos amontoado. O meio campo segue marcando pouco e criando menos ainda. Luiz Adriano é o principal articulador e Lucas Lima um espectador de luxo. Missão de Luxa, que não parece se esforçar para achar soluções.

Brinde a Veron e palmas para Menino e o estreante Danilo, que entrou bem. Mérito de Luxa, pra mim, é lançar os garotos. Como dispor o Alviverde como equipe, no entanto, ainda está sendo o ponto fraco do comandante.

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