Connect with us

Esporte

O América esteve perto

Pedro Henrique Brandão

Publicado

Após empatar no tempo normal, o América foi derrotado nos pênaltis e está eliminado da Copa do Brasil

(Foto: Gabriel Leite / Universidade do Esporte)

O lance do pênalti de Renan Luís, que se desenhou com a batida mal executada no meio do gol e a defesa de Luís Carlos, em pé e com apenas uma das mãos, definiu a eliminação do América, mas não conta a história do jogo.

Por mais de 90 minutos, o América de Natal fez sua melhor partida no ano e poderia ter vencido com justiça. Porém, o Juventude soube suportar os piores momentos em campo e o time de Roberto Fernandes não conseguiu ter a tranquilidade para transformar em gols a boa atuação.

Nos primeiros 15 minutos, entretanto, o domínio foi completamente jaconero. Os comandados de Pintado partiram ao ataque e sufocaram o América em seu campo de defesa, mas não finalizavam.

A melhora americana foi liderada por Zé Eduardo, que teve mais liberdade de movimentação no ataque em razão da consistência na marcação alvirrubra, pois o treinador Roberto Fernandes escalou a equipe com três volantes de ofício com Felipe Guedes ligeiramente mais adiantado, num losango.

Numa bobeada de Renato Cajá, o jovem atacante americano puxou um contra-ataque que parou apenas no corte preciso do zagueiro Odvan. Aos 25 minutos de jogo, o América era melhor no gramado e merecia o gol, pois Zé Eduardo acertou a trave de Luís Carlos.

No entanto, o ilógico futebol deu as caras no momento em que os mandantes eram melhores. Depois de bola alçada na área por Luís Ricardo, Wellington subiu entre Brand e Renan e cabeceou no travessão, no rebote, Odivan só cumprimentou as redes.

Foi um balde de água fria e o primeiro tempo acabou com o América cabisbaixo. Na etapa final, o treinador Roberto Fernandes decidiu mexer na equipe, apesar de seu estilo conservador, colocou em campo o que tinha de melhor no banco de reservas. Entraram Romarinho, Dione, Wallace Pernambucano e Thiaguinho, além de Anderson. O time melhorou e é possível usar a expressão que Roberto Fernandes usou na coletiva de imprensa após a partida:

“O América amassou o Juventude”.

Desse amasso, surgiu o gol de empate. Zé Eduardo aproveitou o corte mal feito por Hélder e colocou o América novamente na disputa. O 1 a 1 não foi pretexto para os americanos se retraírem e aguardarem pelas penalidades. A vitória poderia ter acontecido em pelo menos duas oportunidades com Wallece e num bonito lance de Everton Silva, que cruzou para Augusto, mas Luís Carlos tirou a bola do pé do atacante.

Apesar das diferenças evidentes na estrutura dos dois clubes, que frequentam divisões distintas no Brasileirão, o América conseguiu arrancar o empate e poderia avançar nas penalidades.

Todos converteram suas cobranças até Renan Luís executar o quarto chute americano. Com o erro do lateral-esquerdo, coube a Samuel Santos fechar a conta para o Juventude.

Sobrou para o América a boa impressão e o nível em que se apresentou. A preparação para a Série D deve seguir nesse ritmo, a fim de conquistar o principal objetivo dos clubes potiguares em toda temporada: o acesso. Porém, o torcedor americano não vai se esquecer tão cedo da tarde de 26 de agosto de 2020, quando o América esteve perto de avançar na Copa do Brasil.

(Foto: Gabriel Leite / Universidade do Esporte)

Continue Reading
Deixe seu comentrio

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copyright © 2018 Elo Jornal. Todos os direitos reservados. contato@elojornal.com.br

X