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Séries e Filmes

Filme de natal em agosto

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Sabemos que 2020 está fugindo de todo o “normal” que conhecemos, aproveitando isso, assisti um filme natalino em agosto. Sim, a noção de tempo e de datas comemorativas estão bastante confusas na minha mente. O filme é Uma segunda chance para amar (Last christmas, 2019), dirigido por Paul Feig, estrelado pela maravilhosa Emilia Clarke e pelo meu asiático mais querido, Henry Golding.

Imagem: Divulgação

Assim como eu fugi da tradição de assistir filmes temáticos de natal em dezembro, Uma segunda chance para amar fugiu do clichê que é esperado em filmes natalinos. Embalado por uma trilha sonora digna de ser elogiada – pode ter certeza que o trecho “last christmas, I gave you my heart but the very next day you gave it away” vai ficar na sua cabeça por dias –, conta a história de Katarina, ou Kate, como ela prefere ser chamada.

Kate, vivida pela Emilia, saiu da antiga Iugoslávia para a Inglaterra com a sua família ainda quando era criança. Já adulta, desenvolveu alguns problemas no coração que a levou a precisar de um transplante. Desde que recebeu seu novo coração, Kate não se sentiu mais a mesma. Todos diziam que ela tinha recebido uma segunda chance de viver, mas ela não sentia felicidade nisso, muito pelo contrário. Sua relação com a família, que já não era das melhores, desandou de vez quando ela saiu de casa. Seu trabalho na loja de artigos natalinos também foi afetado e seus amigos, a quem ela pedia abrigo, tiveram alguns problemas envolvendo peixe morto, navio de palito de fósforo queimado e luminária destruída.

Até que Kate conheceu Tom Webster. Tom, que era entregador, voluntário em um abrigo para pessoas sem teto e bom demais para ser verdade, é interpretado pelo Henry. Sua amizade com Kate a ajudou a enxergar novamente a beleza em estar viva. Após alguns dias e alguns passeios que foram desde passarem pelo beco mais estreito de Londres, invadir uma pista de patinação no gelo fechada até o parque que Tom sempre ia, Kate se viu apaixonada.

Durante esse tempo Kate decidiu olhar sua vida com novas lentes. Começou a tentar restaurar seu relacionamento com sua mãe e sua irmã, ajudou sua chefe com um caso amoroso, se desculpou e recompensou seus amigos, e virou voluntária do abrigo para pessoas sem teto. Esse novo olhar não foi direcionado só para outras pessoas, mas também para si mesma, Kate passou a se cuidar e a se amar mais. A partir daí aconteceu uma das maiores reviravoltas que eu já vi na indústria cinematográfica.

Não vou contar, porque espero que você que está lendo assista e se encante assim como eu me encantei. E acima do encanto, que você entenda que o que aconteceu foi necessário para a evolução da história. Katarina encontrou a felicidade novamente, não em Tom, mas nas coisas simples da sua vida. O filme termina com o espetáculo de natal que Kate montou com as pessoas que faziam parte do abrigo e em prol dele, sinalizando o quanto ela estava bem.

Uma segunda chance para amar, que está disponível no Telecine, traz uma atuação perfeita de Emma Thompson como a mãe de Kate e ainda faz uma crítica à xenofobia contra os imigrantes acentuada pelo Brexit. A lição que o filme deixou em mim é a de que sempre vão existir coisas boas, mesmo que sejam mínimas. Não falo isso como um discurso chato good vibes (quem me conhece sabe que eu não funciono assim), mas o filme me inspirou a, assim como Kate, enxergar tudo com um novo olhar. E eu espero que também cause esse efeito em você.

“- Cuide do meu coração.

– Eu prometo.

– Ele seria seu, de um jeito ou de outro.”

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