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Trabalho

Profissões: Você conhece a Engenharia de Alimentos?

Beatriz Seguchi

Publicado

Uma graduação promissora em meio a tantos cursos da área tecnológica

Reprodução: Página @gradudadedepre no Twitter

Engenharia de Alimentos é um curso multidisciplinar dentro das engenharias e pertence à área tecnológica. No entanto, muita gente sequer ouviu falar sobre essa graduação Para saber mais sobre essa profissão, conversamos com Igor Arthur Eller Pazzini, Engenheiro de Alimentos que nos contou detalhes sobre seu trabalho e a sua carreira.

Após a formação em Técnico de Administração pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Igor decidiu ingressar no ramo das engenharias e escolheu ser bacharel em Engenharia de Alimentos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O jovem gostou tanto da graduação que, após formado, decidiu fazer mestrado na área, com foco na pesquisa de compostos bioativos em resíduos agroindustriais na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Foto: Acervo Pessoal | Igor Pazzini

Igor conta que a Engenharia de Alimentos é um curso de caráter independente e possui cunho multidisciplinar, devido à ampla variedade de componentes curriculares cursados nos cinco anos de graduação. As disciplinas básicas vão desde biologia, química e matemática até as mais mais avançadas da engenharia e específicas da área de alimentos.

Já sobre a atuação do engenheiro de alimentos e suas funções no mercado profissional, o jovem afirma que “o curso de engenharia de alimentos é extremamente amplo quanto as áreas de atuação. É comum de se pensar que o profissional atua apenas na indústria, o que não é verdade. Isso porque ele pode trabalhar em estabelecimentos de alimentação coletiva, de distribuição de alimentos, também pode prestar serviços em consultoria na área, pode seguir como docente ou pesquisador na área acadêmica, ou ainda em órgãos de fiscalização. Entretanto, como a atuação na indústria, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, é a mais conhecida, ela merece maiores detalhamentos”, conta Igor, que também fala que dentro do processo produtivo de um alimento industrializado existem diversas etapas complexas. “O engenheiro de alimentos pode atuar acompanhando qualquer parte desta, desde a obtenção da matéria-prima, seja ela carne, leite, frutas, vegetais, dentre outras, até o produto final embalado pronto para o consumo. Isso envolve as etapas de armazenamento e transporte adequado das matérias-primas e produtos acabados, condições de processo em si e sua otimização (Secagem, congelamento, transformações físicas e químicas…), formulação de alimentos, desenvolvimento de equipamentos, controle de qualidade, planejamento e controle da produção, embalagem, marketing, tratamento de resíduos”, conclui Igor.

Aula prática de tecnologia em pescados – Foto: Acervo Pessoal | Igor Pazzini

No Brasil, existe diversas especializações nas áreas da engenharia de alimentos, inclusive programas de pós-graduação de excelência. Sobre a importância da Engenharia de Alimentos para a sociedade, Igor fala sobre a necessidade de produzir um alimento com rapidez e o controle de qualidade. “A gerência do tempo é uma das principais preocupações da sociedade e é incomum que as pessoas gastem muito tempo com o preparo e consumo de alimentos. Por isso, a busca por alimentos seguros, de alta qualidade e rápido preparo/consumo cresceu muito nos últimos anos. No entanto, vale salientar que a maioria dos alimentos passa por algum processo tecnológico antes de seguir para as gôndolas dos supermercados. Isso é realizado com o objetivo de se garantir o padrão de segurança dos alimentos consumidos pela população, e o engenheiro de alimentos, que acompanha o processo, é o principal responsável por isso”.

O Bacharel em Engenharia de Alimentos deixou um conselho àqueles que pretendem ingressar na área: “Inicialmente é importante que se tenha em mente que é um curso de engenharia, logo terão diversas disciplinas básicas da área. Além disso, deve-se considerar a região em que se deseja trabalhar, já que muitos lugares do Brasil não tem um grande suporte para área, devido a falta de polos industriais ou mesmo desconhecimento dos pequenos empresários a respeito do curso”, afirma Igor. Para finalizar, ele destaca a importância de ter uma noção da rotina industrial, das dificuldades a serem encontradas e do futuro promissor da profissão.

“Quem pensa em ingressar na área, deve ter uma noção que a rotina da indústria é muito agitada, com grandes responsabilidades e desafios diários. Além disso, é um curso muitas vezes subestimado, onde o salário muitas vezes não faz jus ao piso de engenheiro. Outra consideração que deve ser feita é que o curso é muito promissor para tempos futuros, onde a produção de alimentos para uma superpopulação que não para de crescer será um desafio com grandes oportunidades de inovação”, conclui Igor Arthur.

*Texto revisado por Gabriel Leite

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