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#DEScancelados

#DEScancelados: Bianca Andrade de boca a boca

Naryelle Keyse

Publicado

Na temporada tida como a mais feminina na história do Big Brother Brasil, a qual nas primeiras seis semanas apenas uma mulher foi eliminada, teve-se também uma mulher julgada por ser livre e agir de acordo com seus desejos. Bianca Andrade.

Imagem promocional do novo programa de Bianca Andrade no YouTube | Foto: Reprodução/Instagram

A passagem da empresária e influencer digital, também conhecida como Boca Rosa, foi curta mas deu o que falar. Logo na primeira festa da casa mais vigiada do país, Bianca protagonizou uma briga com a colega de confinamento Rafa Kalimann, ela também foi assediada por Petrix, pouco depois as demais sisters descobriram o plano dos rapazes com o teste de fidelidade. Andrade na época era próxima dos brothers e não acreditou, entretanto tudo foi resolvido, com direito a pedido de desculpas e uma explicação de Manu Gavassi sobre posicionamento feminino.

Contudo, nenhuma dessas situações atingiu tanto a imagem pessoal de Bianca quanto seu envolvimento com Guilherme. Durante uma festa ela admitiu que estava afim de beijar, e era justamente o brother quem estava por perto neste momento, no entanto a sister tinha entrado na casa comprometida. O beijo nunca aconteceu, mas Bianca logo foi cancelada pelo seu comportamento, o até então namorado apagou as fotos que tinha com ela nas redes sociais, por pressão do público, e tudo mais. A ação do rapaz é compreensível, me questiono quanto ao cancelamento por parte dos internautas. Bianca foi cancelada por simplesmente expressar em voz alta os seus desejos?

Bianca e as companheiras de confinamento | Foto: Reprodução/Instagram

Foram várias as tentativas de beijos. Jennifer, o alter-ego da influenciadora que entra em ação após algumas doses, também tentou arrancar umas bitocas de Mari Gonzales. Antes do confinamento Bianca já havia falado sobre sua bissexualidade e sobre seus romances, isso já não era novidade. O “problema” para o público foi quando, na semana passada, Boca Rosa publicou um vídeo reagindo às bandeiras da comunidade LGBTQIA+ e ao chegar na que representa a comunidade Panssexual a blogueira disse “que é meu caso”. Logo a terra dos juízes começaram a acusá-la de usar a comunidade para fazer marketing. A empresária se manifestou.

“Isso tem a ver com a mulher livre que sou, com a mensagem e o propósito que eu tenho para outras mulheres. De um tempo pra cá tenho crescido e me conscientizado sobre as coisas. Acho importante falarmos abertamente sobre isso para que ninguém confunda”, afirmou ela.

Apesar de tudo que passou, a empresária disse que já é acostumada com a cultura do cancelamento, afinal parte de sua vida é diariamente exposta na internet e tudo isso valeu a pena. Ela entrou no BBB com uma única meta: triplicar a venda de seus produtos.

Para quem não sabe Bianca Andrade é dona das marcas Boca Rosa Beauty e Boca Rosa Hair, e seu objetivo ao entrar no reality show mais famoso do país era fazer seus produtos conhecidos, fazendo assim as vendas subirem. Ela conseguiu, seus produtos mais do que triplicaram as vendas depois de sua passagem pela casa.

Foto: Reprodução/Instagram

A Drª. Boca Rosa fez questão de mostrar que não brinca em serviço e plantou mensagens subliminares durante o reality. Enquanto todos pensavam que ela tinha arrumado suas coisas para ir embora, ela simplesmente estava em algum lugar da casa fazendo um tutorial de maquiagem para os espectadores. Isso mesmo, da mesma forma que ela fazia quando começou sua carreira.

No último mês, Bianca estreou seu novo programa no youtube, o Boca a Boca, que em menos de 24 horas contava com 500 mil inscritos, até a hora em que esse texto foi editado o programa contava com 5,44 milhões. Agora a influencer pretende lançar cinco novos produtos para suas marcas ainda este ano e criar um instituto para profissionalizar mulheres de comunidades. 

A série de artigos #DEScancelados promove a visibilidade das boas ações e qualidades de personalidades que – com a nova cultura de cancelamento – estão sofrendo linchamentos virtuais sem propósito de crescimento pessoal, reparação e desconstrução dos seus atos, gestos e falas. 

O Elo Jornal não compactua com a propagação de ódio gratuito. Perpetuar a ação odiosa através da cultura do linchamento virtual causa apenas danos, fere o psicológico de qualquer pessoa que possa se sentir ofendida e não tem intuito de criticar de maneira construtiva, o que é mais danoso. 

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