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Economia

Economia, exportação e bem-estar animal: os mitos e verdades sobre a produção animal

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Papo com Guids, quadro de Instagram criado por Águida Leal, conversa sobre produção animal

Fernando Escovar – Zootecnista em formação | Foto: Arquivo pessoal

Na estreia do quadro de entrevistas Papo.com/Guids no IGTV, convidei Fernando Escovar, aluno de zootecnia no Instituto Federal do Triângulo Mineiro em Uberaba, para desmistificar algumas polêmicas e mitos ao redor da produção animal.

A minha ideia principal era transformar as minhas conversas de bar com amigos (e desconhecidos) em um programa, assim sem perceber estaria treinando técnicas de entrevista.

Enquanto estudante de Jornalismo, sempre me questionei sobre as coisas que me rodeiam. Neste caso, sobre de onde vem a carne que eu me alimento. Entre diversas conversas que tive com Fernando, o esclarecimento sobre os mitos que o veganismo carrega foram decisivos para que eu não mudasse minha alimentação, mas a melhorasse. Vale ressaltar que trabalho com pautas veganas e vegetarianas há um ano e quatro meses e por isso as tantas perguntas internas.

Foto: Reprodução

De início, Fernando esclareceu que a Zootecnia é a ciência que estuda a produção animal em três pilares: alimentação (nutrição), bem-estar (comportamento) e melhoramento genético. A área abrange todos os animais desde os que são para fins de alimentação, quanto animais exóticos para a preservação das espécies.

A diferença entre o Zootecnista e o Médico Veterinário é que enquanto o médico está ligado à parte clínica, ao estudos de doenças animais e as que podem chegar aos humanos, às práticas cirúrgicas e outras; o Zootecnista atua como administrador, gerenciador de reprodução, nutrição e produção animal.

Também houve o esclarecimento entre as diferenças do meio agrícola, agrário e agropecuária, o estudante explica que todas são profissões que envolvem o campo. Contudo, o termo agrário é referente à vivência rural; a agropecuária é referente ao cultivo de plantação, setor de cultivo gerar economia; já a pecuária e agropecuária é o termo referente à produção animal que gera economia.

Ao abordarmos as terras brasileiras após citar em sua explicação o termo agrário, questionei sobre a exploração de terras no país. Fernando explica que a prática ilegal de exploração já foi pauta de pesquisas da Embrapa que confirmam que a exploração é para extração de madeira ilegal e animais silvestres, assim como nos anos de colônia. Ao se depararem com um “campo limpo”, os extrativistas ilegais costumam vender aquela terra que já não possui “servidão” a qualquer um, podendo chegar então a pecuaristas. Contudo, vale ressaltar que mesmo possuindo o maior número de cabeças de gado para consumo no mundo, o Brasil possui uma criação e produção bem dividida em seu território (presentes principalmente nas regiões sul e sudeste).

Quanto a atuação pecuarista, Fernando pontua estudos de bem estar animal como os grandes diferenciais do país frente a concorrentes. Segundo ele é de interesse do produtor que o animal tenha uma vida saudável, livre de estresse, morte sem qualquer tipo de sofrimento e que nenhuma parte do animal seja desperdiçada para que seu sacrifício não tenha sido em vão.

“Há um estudo que mudou a ideia de que pasto precisa ser apenas um campo, grama. Os produtores de hoje têm consciência que é preciso preservar o ambiente para produzir”. O país, segundo ele, já pode “aumentar a produção sem precisar aumentar o pasto”.
Além do esclarecimento de questões levantadas por movimentos de proteção e cuidado animal, ONGs e afins, na entrevista também foi retirada dúvidas sobre a produção de aves e suínos.

Confira na íntegra clicando aqui

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