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Esporte

Klopp, o alquimista!

Dyego Lima

Publicado

Capaz de elaborar “poções” contra as magias de Guardiola, o técnico vai tornando menor a distância entre o Liverpool e o tão sonhado título da Premier League

Calma, Guardiola… Muita calma (Foto: AFP / Getty Images)

A Alquimia foi um estudo que surgiu há muitos anos, ainda na Antiguidade, e que combinava diversas áreas do conhecimento, dentre elas a Química, a Física e a Biologia. Seus estudiosos tinham um certo interesse na produção de poções, que poderiam ser capazes de curar/impedir doenças e, às vezes, até mesmo magia.

Um de seus quatro principais objetivos é justamente a obtenção do “Elixir da Longa Vida”, capaz de curar até mesmo a pior das enfermidades: a morte. Foi um conhecimento que, assim como o “Kloppismo”, se tornou de difícil definição: é Ciência ou Religião?

Convenhamos que Pep Guardiola é um mágico. O que as equipes comandadas pelo espanhol são capazes de fazer em campo é magia em estado puro. São poucos os capazes de fazer algo semelhante. A maneira como se portam, ludibriando o adversário através do toque de bola rápido e das movimentações constantes é, de certa forma, especial.

Até mesmo quando as coisas não vão bem, essa mágica é capaz de induzir o oponente ao erro. Pois bem, chegamos ao ponto que eu queria: Jürgen Klopp é um alquimista!

Ninguém no futebol jamais derrotou Guardiola tantas vezes quanto o técnico alemão. Possivelmente ele seja o único que leve vantagem nos confrontos diretos contra Pep. E neste domingo, pela 12° rodada da Premier League, com o Liverpool na liderança e o Manchester City precisando correr atrás do prejuízo, pudemos acompanhar mais um duelo entre essas duas mentes extraordinárias.

Na mistura para obter a poção perfeita, capaz de impedir as investidas do oponente, a receita de Klopp foi simples. Na defesa, compactação para reduzir os espaços, e, assim, reduzir áreas de atuação do City. Para contra-atacar, velocidade, principalmente nas pontas, com um ingrediente especial: inversão de bolas.

Eu entendo, Pep. O Liverpool também me deixa estupefato (Foto: Jason Cairnduff / REUTERS)

E os três gols anotados pelo Liverpool tiveram três semelhanças: velocidade, bola invertida de um lado para o outro do campo e falha individual do adversário.

No primeiro, inversão de Alexander-Arnold para Mané antes de Gündoğan afastar mal a bola da área. Já no seguinte, a bola saiu de Robertson na esquerda e encontrou Salah, com condição de jogo dada por Stones, na direita, sem que Fernandinho interceptasse. Por fim, mais uma inversão de Arnold para Mané, contando com a falha conjunta de Bravo e Walker.

A partida do City foi, de certa maneira, travada. As costumeiras longas trocas de passes no ataque e a vantagem numérica nos principais setores do campo não foram permitidas pelo ótimo desempenho defensivo dos Reds.

O gol de Bernardo Silva saiu em um dos poucos momentos em que a equipe encontrou espaço para tramar alguma jogada. Pior para eles, que agora terão que correr mais do que nunca para tentar inverter a desvantagem de nove pontos na tabela de classificação.

Nos últimos 51 jogos de campeonato inglês, o Liverpool só perdeu um, ainda em janeiro deste ano. Justo contra o Manchester City. Justo o jogo que lhe custou o inédito título do torneio, que poderia ter vindo de maneira invicta.

Nesta temporada, ganhou as 12 partidas até aqui. Se na vida real os alquimistas desejavam produzir uma poção capaz de vencer até a morte, no campo, Klopp busca uma que possa bater até o mais cruel dos adversários e dar aos torcedores o tão almejado sonho: o troféu da Premier League. E, ao que parece, ele está muito próximo de acertar essa receita.

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