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Esporte

Sérgio Alves, ídolo cearense e abecedista

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Ele “tocava o terror” nas defesas adversárias, fez história no Ceará e também no ABC, e é consagrado por Alvinegros potiguares e cearenses.

(Foto: Divulgação/Portal IG)

O Carrasco, como era conhecido Sérgio Alves de Lima, nasceu no dia 23 de abril de 1970, em Recife, e, ao todo, passou por 16 clubes durante sua carreira de jogador. Iniciou sua carreira nas categorias de base do Sport, mas foi em 1990, no Central de Caruaru, que ele conseguiu ganhar notoriedade, no estadual daquele ano. Assim, foi contratado pelo Ceará, time onde viraria Rei. Porém, foi no ABC que o Carrasco ganhou destaque nacional e virou ídolo.

Famoso atacante matador, ele era a síntese dos grandes dessa posição que marcaram o futebol nacional na década de 90 e início dos anos 2000. Dono de uma grande classe, “cheirava a gol” e tinha uma língua afiada.

No ABC, Sérgio Alves é considerado, até hoje, o maior artilheiro da história do Rio Grande do Norte, em que nunca atuou em um clássico sem marcar um gol contra o América, que é o maior adversário do Alvinegro potiguar.

(Foto: Globo Esporte RN)

Em 2001, além de artilheiro da Série B pelo Ceará, ganhou também o título de maior goleador do país, com 41 gols naquela temporada. Sérgio Alves era o tipo de jogador que lotava os estádios por onde passava e também já fez as torcidas adversárias aplaudí-lo, fato que ocorreu no jogo entre Ceará e Bahia, na série B de 2002, em Fortaleza, enquanto atuava no Bahia.

O futebol brasileiro já teve diversos personagens nas décadas passadas, e Sérgio Alves era um deles. O atacante se destacou pelos gols marcados, sem dúvida alguma, mas seu grande feito ficou marcado também nas 23 vezes em que balançou as redes contra a equipe do Fortaleza, maior rival do Ceará. Foi essa marca que lhe rendeu o apelido de Carrasco.

Já na sua quinta passagem pelo Alvinegro de Porangabussu, ele se aposentou do futebol profissional aos 40 anos, em 2010. O último jogo em que atuou foi Ceará e ABC, pela Copa do Nordeste daquele ano.

Após se aposentar, foi treinador das categorias de base do Ceará de 2011 a 2013, depois assumiu o comando do time principal do Ferroviário/CE. Ainda chegou a assumir o cargo de Diretor de Futebol do Pacatuba.

A equipe que tinha o Carrasco como diretor ia mal no campeonato. Assim, Sérgio resolveu voltar a jogar aos 43 anos para salvar a equipe do rebaixamento. Deu tão certo que o time quase chegou às semifinais da segunda divisão do Campeonato Cearense. Para os alvinegros Potiguar e Cearense, resta saudades de seu ídolo em campo, local em que se sagrava um grande centroavante “matador”. Ainda hoje, quando aparece em público nos jogos dos times, é saudado e ovacionado por torcedores.

(Foto: Canindé Soares)

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